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10/06/2021

Os aspectos culturais da pré-reforma - História do Cristianismo

 

Reforma Protestante

Antecedentes da Reforma Protestante

É claro que de acordo com os pressupostos históricos que o historiador vier aplicar na interpretação da reforma, irá determinar a sua causa. Assim, temos várias correntes e escolas pelas quais os historiadores farão sua análise crítica da reforma de maneira puramente racionalista secular, tais como aquelas que só veem as causas da reforma nos fatores político-sociais, outros no fator da economia e outros ainda veem a reforma puramente como produto do intelectualismo. Entretanto, uma cosmovisão puramente racionalista tende a distorcer a definição e dar razões incompletas e deficientes à verdadeira origem da reforma. Ora, se analisarmos o assunto somente sob a ótica religiosa, ignorando a corroboração de todos esses fatores seculares e o impacto que tiveram sobre o movimento reformista é tão errado quanto analisar a reforma sem levar em conta a sua principal causa, qual seja, a religiosa. Na verdade, a reforma protestante nada mais é do que o cumprimento de um clamor por mudança religiosa, ainda que de maneira esporádica através dos anos anteriores à própria origem da reforma.

Nas últimas décadas da Idade Média, a igreja ocidental viveu um período de decadência que favoreceu o desenvolvimento do grande cisma do Ocidente, registrado entre 1378 e 1417, e que teve entre suas principais causas a transferência da sede papal para a cidade francesa de Avignon e a eleição simultânea de dois e até de três pontífices. O surgimento do "conciliarismo" - doutrina decorrente do cisma, que subordinava a autoridade do papa à comunidade dos fiéis representada pelo concílio - bem como o nepotismo e a imoralidade de alguns pontífices demonstraram a necessidade de uma reforma radical no seio da igreja. Por outro lado, já haviam surgido no interior da igreja movimentos reformistas que pregavam uma vida cristã mais consentânea com o Evangelho. No século XIII surgiram as ordens mendicantes, com a figura de são Francisco de Assis. Outros movimentos reformistas surgiram em aberta oposição à hierarquia eclesiástica. No século XII os valdenses, conhecidos como "os pobres de Lyon" ou "os pobres de Cristo", questionaram a autoridade eclesiástica, o purgatório e as indulgências. Os cátaros ou albigenses defenderam nos séculos XII e XIII um ascetismo exacerbado, considerando a si mesmos os únicos puros e perfeitos. Os Petrobrussianos rejeitavam a missa e defendiam o casamento dos padres. No século XIV, na Inglaterra, John Wycliffe defendeu ideias que seriam reconhecidas pelo movimento protestante, como a posse do mundo por Deus, a secularização dos bens eclesiásticos, o fortalecimento do poder temporal do rei como vigário de Cristo e a negação da presença corpórea de Cristo na eucaristia. As idéias de Wycliffe exerceram influência sobre o reformador tcheco João Huss e seus seguidores no território da Boêmia, os hussitas e os taboritas, nos séculos XIV e XV. Entre essas vozes protestantes estava também a do monge dominicano Girolamo Savanarola o qual, a mando do papa, foi preso, torturado e enforcado.

Em posição intermediária entre a fidelidade e a crítica à igreja romana situou-se Erasmo de Rotterdam. Seu profundo humanismo, conciliatório e radicalmente oposto à violência, embora não isento de ambiguidade, levou-o a dar passos importantes em direção à Reforma, como a tradução latina do Novo Testamento, afastando-se da versão oficial da Vulgata; ou a sátira contra o papa Júlio II, de 1513. 

O que foi a Reforma Religiosa?

No século XVI a Europa foi abalada por uma série de movimentos religiosos que contestavam abertamente os dogmas da igreja católica e a autoridade do papa. Estes movimentos, conhecidos genericamente como Reforma, foram sem dúvida de cunho religioso. No entanto, estavam ocorrendo ao mesmo tempo em que as mudanças na economia europeia, juntamente com a ascensão da burguesia. Por isso, algumas correntes do movimento reformista se adequavam às necessidades religiosas da burguesia, ao valorizar o homem “empreendedor” e ao justificar a busca do “lucro”, sempre condenado pela igreja católica. 

Os fatores que desencadearam a Reforma

Uma das causas importantes da Reforma foi o humanismo evangelista, crítico da Igreja da época. A Igreja havia se afastado muito de suas origens e de seus ensinamentos, como pobreza, simplicidade, sofrimento. No século XVI, o catolicismo era uma religião de pompa, luxo e ociosidade. Surgiram críticas em livros como o Elogio da Loucura (1509), de Erasmo de Rotterdam, que se transformaram na base para que Martinho Lutero efetivasse o rompimento com a igreja católica.

Moralmente, a Igreja estava em decadência: preocupava-se mais com as questões políticas e econômicas do que com as questões religiosas. Para aumentar ainda mais suas riquezas, a Igreja recorria a qualquer subterfúgio, como, por exemplo, a venda de cargos eclesiásticos, venda de relíquias e, principalmente, a venda das famosas indulgências, que foram a causa imediata da crítica de Lutero. O papado garantia que cada cristão pecador poderia comprar o perdão da Igreja.

A formação das monarquias nacionais trouxe consigo um sentimento de nacionalidade às pessoas que habitavam uma mesma região, sentimento este desconhecido na Europa feudal, Esse fato motivou o declínio da autoridade papal, pois o rei e a nação passaram a ser mais importantes.

Outro fator muito importante, ligado ao anterior, foi a ascensão da burguesia, que, além do papel decisivo que representou na formação das monarquias nacionais e no pensamento humanista, foi fundamental na Reforma religiosa. Ora, na ideologia católica, a única forma de riqueza era a terra; o dinheiro, o comércio e as atividades bancárias eram práticas pecaminosas; trabalhar pela obtenção do lucro, que é a essência do capital, era pecado. A burguesia precisava, portanto, de uma nova religião, que justificasse seu amor pelo dinheiro e incentivasse as atividades ligadas ao comércio.

A doutrina protestante, criada pela Reforma, satisfazia plenamente os anseios desta nova classe, pois pregava o acúmulo de capital como forma de obtenção do paraíso celestial. Assim, grande parte da burguesia, ligada às atividades lucrativas, aderiu ao movimento reformista. 

Por que a Reforma começou na Alemanha?

No século XVI, a Alemanha não era um Estado politicamente centralizado. A nobreza era tão independente que cunhava moedas, fazia a justiça e recolhiam impostos em suas propriedades. Para complementar sua riqueza, saqueava nas rotas comerciais, expropriando os mercadores e camponeses.

A burguesia alemã, comparada à dos países da Europa, era débil: os comerciantes e banqueiros mais poderosos estabeleciam-se no sul, às margens do Reno e do Danúbio, por onde passavam as principais rotas comerciais; as atividades econômicas da região eram a exportações de vidros, de metais e a “indústria” do papel; mas o setor mais forte da burguesia era o usurário. 

QUEM SE OPUNHA À IGREJA NA ALEMANHA

A igreja católica alemã era muito rica. Seus maiores domínios se localizavam as margens do Reno, chamadas de “caminho do clero”, e eram estes territórios alemães que mais impostos rendiam à Igreja.

A Igreja era sempre associada a tudo que estivesse ligado ao feudalismo. Por isso, a burguesia via a Igreja como inimiga. Seus anseios eram por uma Igreja que gastasse menos, que absorvessem menos impostos e, principalmente, que não condenasse a prática de ganhar dinheiro.

Os senhores feudais alemães estavam interessados nas imensas propriedades da Igreja e do clero alemão.

Os pobres identificavam a Igreja com o sistema que os oprimia: o feudalismo. Isto porque ela representava mais um senhor feudal, a quem deviam muitos impostos.

Às vésperas da Reforma, a luta de classes e política acabou assumindo uma forma religiosa. 

SOLA SCRIPTURA: A CENTRALIDADE DA BÍBLIA NA EXPERIÊNCIA PROTESTANTE

Visto serem as Escrituras do Antigo e do Novo Testamento o livro sagrado dos cristãos, é natural que desde o início elas tenham sido objeto de grande estima e profundo interesse. Desde os primeiros séculos, a Bíblia foi amplamente utilizada para os mais variados propósitos: teológicos, catequéticos, litúrgicos, homiléticos e devocionais. Ela foi invocada não somente nos grandes debates doutrinários da Igreja Antiga, que visavam definir as verdades centrais da fé, mas, acima de tudo, era a principal fonte nas quais os cristãos, fossem eles instruídos ou incultos, iam buscar orientação, consolo, encorajamento e proximidade com Deus. Enfim, ela estava no centro da identidade e autocompreensão do novo movimento. 

Uma herança contraditória

Tão forte era o apreço pelas Escrituras entre os primeiros cristãos que muitos chegavam a usá-las de modo um tanto supersticioso. Em busca de respostas para os seus problemas, era comum abrirem a Bíblia ao acaso e lerem o primeiro versículo no qual se fixavam os seus olhos, considerando-o uma mensagem divina enviada diretamente a eles. Tal prática tornou-se tão popular que teve de ser condenada repetidamente por concílios da Igreja. Outros cristãos se sentiram profundamente desafiados por certas passagens, a ponto de tomarem decisões radicais que transformaram para sempre as suas vidas. Por exemplo, as palavras de Jesus ao jovem rico – “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem, e segue-me.” (Mt 19.21) – levaram muitos cristãos antigos, como Antônio do Egito, Valdès de Lião e Francisco de Assis, a abandonarem tudo e se dedicarem plenamente à causa do evangelho.

Com o passar dos séculos, uma série de fatores produziu um crescente distanciamento entre a Bíblia e os fiéis. Em primeiro lugar, o surgimento de dissidências ou expressões alternativas da fé cristã, eventualmente consideradas heréticas – todas as quais apelavam para as Escrituras –, levou os líderes da Igreja majoritária a temerem e desaconselharem a leitura da Bíblia pelos leigos. Em segundo lugar, a interpretação bíblica oficial por parte da Igreja, na forma da tradição e do magistério eclesiástico, passou na prática a ser mais importante e decisiva que a própria Escritura. Através da interpretação alegórica, com sua grande flexibilidade de entendimentos, a Igreja passou a buscar fundamentação bíblica para certos dogmas que simplesmente não se encontravam claramente expressos no texto sagrado.

Finalmente, havia a questão pura e simples da acessibilidade física. Durante mais de um milênio, as cópias parciais ou integrais da Bíblia eram feitas à mão, trabalho esse realizado principalmente por monges que pacientemente redigiam os manuscritos (hoje existem cerca de 2300 manuscritos bíblicos produzidos entre os anos 300 e 1500). O fato de os livros serem copiados à mão tornava-os extremamente caros para a maioria das pessoas – copiar um livro como Isaías levava semanas ou meses. Por exemplo, no século XIV, o custo de uma Bíblia podia ser equivalente ao salário de um ano inteiro de um sacerdote. Todos esses fatores contribuíram para que as Escrituras não estivessem ao alcance da maioria das pessoas. 

A contribuição dos humanistas

A maior parte dos primeiros cristãos lia a Bíblia em grego, na versão conhecida como Septuaginta ou LXX. Nos primeiros séculos da era cristã, foram feitas traduções para vários outros idiomas, tais como o siríaco (Peshita), o armênio, o copta ou egípcio e o gótico. Algumas traduções foram feitas com propósitos missionários, como foi o caso da última mencionada: no século IV, Ulfilas, o missionário pioneiro às tribos germânicas dos godos, traduziu a Bíblia para a língua desse povo. Todavia, a obra-prima em matéria de tradução bíblica na antiguidade foi a Vulgata Latina, produzida pelo grande erudito Jerônimo no final do quarto século e início do quinto.

Na Europa medieval, houve a predominância quase absoluta da Vulgata, sendo que as poucas traduções para as línguas vulgares abrangiam apenas algumas partes da Bíblia. Dois fatores contribuíram para a crescente difusão e popularização das Escrituras no final da Idade Média. Em primeiro lugar, a invenção da imprensa, em meados do século XV, simplificou e barateou substancialmente a produção dos livros. Outro fator, mais importante, foi a obra dos chamados humanistas bíblicos. Esses eruditos não somente começaram a estudar a Bíblia nos originais hebraico e grego, mas produziram valiosas edições críticas desses originais. Além disso, eles passaram a fazer traduções para as línguas vernáculas. Na segunda metade do século XV e no início do século XVI, a Bíblia foi traduzida para o alemão, o italiano, o espanhol, o francês, o tcheco, o inglês e outros idiomas europeus.

Essa ampla divulgação da Bíblia foi uma das molas propulsoras da Reforma Protestante. Quando Erasmo de Roterdã, o “Príncipe dos Humanistas”, publicou uma edição do Novo Testamento grego acompanhado de uma tradução latina (1516), o impacto foi enorme. Muitos sacerdotes começaram a ler as Escrituras com renovado interesse e, o que é mais importante, passou a utilizá-las de modo mais enfático em sua pregação e ensino. Comparando os ensinos bíblicos com a tradição dogmática e ministerial da Igreja, religiosos e leigos perceberam que havia conflitos insanáveis, e sentiram que a Escritura – a Palavra de Deus – devia ter a precedência. As consequências abalaram a cristandade. 

A revolução protestante

Muito antes da Reforma, houve cristãos que defenderam uma espiritualidade mais bíblica. Um exemplo bem conhecido é o sacerdote John Wyclif, do século XIV, que incentivou a primeira tradução completa da Bíblia para o inglês (1384). Wyclif se apoiou nas Escrituras para contestar uma série de dogmas da Igreja Medieval e foi eventualmente condenado por heresia. Quarenta e quatro anos após a sua morte, seus ossos foram exumados e queimados, sendo as cinzas lançadas em um rio. Muitos exemplares de seus livros e da sua tradução da Bíblia foram queimados – assim como alguns de seus seguidores. Surpreendentemente, apesar da intensa repressão, quase duzentas cópias dessa Bíblia sobreviveram até os nossos dias. Como é natural, a Igreja ficou ainda mais receosa de colocar a Escritura nas mãos dos leigos. Mas havia sido desencadeado um processo irreversível.

Os humanistas seculares tinham o lema ad fontes, “de volta às fontes”, ou seja, as obras da Antiguidade clássica greco-romana. Os reformadores fizeram o mesmo com a Bíblia, a fonte por excelência da tradição cristã, o registro da ação providencial e redentora de Deus na vida do mundo. Desde o início, homens como Martinho Lutero, Ulrico Zuínglio e João Calvino afirmaram o princípio da autoridade suprema das Escrituras em matéria de fé e prática (“SOLA SCRIPTURA”), e passaram a reavaliar toda a sua herança religiosa à luz desse critério. Eles concluíram que a autoridade da Bíblia é intrínseca e decorre da sua origem divina, visto ser a revelação direta, viva e pessoal de Deus aos seres humanos. Não foi a Igreja que formou a Escritura, mas vice-versa. A Igreja está edificada “sobre o fundamento dos apóstolos e profetas” (Ef 2.20), ou seja, o evangelho que está contido nas Escrituras e é a sua essência. Cristo é o centro e a chave da revelação escrita.

Esse postulado, chamado o “princípio formal” da Reforma, teve uma série de corolários importantes. Um desses princípios colaterais foi o do “livre exame” das Escrituras. Se a Bíblia é a Palavra de Deus, escrita para a instrução e o encorajamento do povo de Deus, todo cristão tem o direito e o dever de lê-la e estudá-la. Os reformadores conheciam os riscos envolvidos nesse princípio, mas mesmo assim resolveram assumi-los. Na questão crucial da interpretação bíblica, dois fatores foram importantes. Por um lado, insistiu-se no princípio da “analogia da Escritura”, ou seja, de que a Bíblia se interpreta a si mesma. Um ponto confuso ou obscuro do texto deve ser aclarado por outros textos que falam sobre o mesmo assunto. Por outro lado, houve o entendimento de que “livre exame” não significava “livre interpretação”, meramente pessoal, subjetiva, aleatória. Os reformadores foram os primeiros a dar o exemplo nesse sentido, levando em consideração o que havia de melhor na tradição exegética da Igreja Antiga. 

A centralidade da Palavra

O amor pela Bíblia encontrou expressão em vários desdobramentos notáveis. A vida das comunidades protestantes passou a girar em torno das Escrituras e da sua mensagem. A própria arquitetura dos templos passou a refletir as novas convicções: a decoração modesta, a ausência de imagens e do altar, o destaque dado ao púlpito e à mesa da comunhão. O foco central do culto passou a ser a pregação expositiva da Bíblia, bem como a celebração dos sacramentos da ceia e do batismo. Os pastores ficaram conhecidos como os “Ministros da Palavra”.

Em contraste com a Idade Média, em que a arte sacra era considerada “a bíblia dos ignorantes”, os reformados passaram a incentivar a educação para que as pessoas pudessem ler a própria Bíblia. Paralelamente, houve uma produção sem precedentes de novas traduções em linguagem acessível ao povo. Uma das maiores contribuições de Lutero foi a Bíblia alemã (1534), um monumento literário desse idioma. Mais importante foi a Bíblia inglesa, devido à sua influência na história posterior do movimento protestante. A primeira tradução impressa foi a de William Tyndale (1525-1530), martirizado em Bruxelas em 6 de outubro de 1536. Dos seis mil exemplares do seu Novo Testamento, somente dois chegou até os nossos dias. Ainda no século 16, surgiram várias outras versões inglesas: Bíblia de Coverdale (1535), Bíblia de Matthew (1537), Grande Bíblia (1539), Bíblia de Genebra (1560) e Bíblia dos Bispos (1568).

Como seria de se esperar, as Escrituras influenciaram poderosamente todos os aspectos do universo protestante: a teologia, a liturgia, a pregação, a hinódia, a devoção pessoal e familiar, a vida intelectual, a literatura e a arte, bem como as concepções éticas, políticas e sociais. Nos países marcados pela Reforma, o próprio idioma absorveu um grande número de palavras e expressões bíblicas. A Bíblia também esteve por trás dos grandes movimentos de revitalização das Igrejas Evangélicas, como o puritanismo inglês, o pietismo alemão e os grandes despertamentos norte-americanos. Desde o século XVI, com os próprios reformadores, o estudo dos textos nas línguas originais e a adoção de princípios equilibrados de exegese e hermenêutica (como o método histórico-gramatical) têm gerado um imenso e valioso legado de reflexão bíblica.

Outra área da vida das igrejas que teve profunda conexão com as Escrituras foi o esforço missionário. Desde os primeiros contatos com povos não-cristãos, os protestantes se preocuparam em traduzir a Bíblia para as línguas nativas. Essa preocupação se intensificou a partir do final do século XVIII, através de homens como William Carey, que verteu as Escrituras para várias línguas do subcontinente indiano. Fator importante nesse processo foi o surgimento das grandes sociedades bíblicas – a Britânica (1804) e a Americana (1816). Através de seus agentes, os valorosos colportores, essas sociedades espalharam a Bíblia pelo mundo afora. Hoje, graças aos esforços de organizações como Tradutores Wyclif da Bíblia, são relativamente poucas as pessoas que não têm nenhuma parte das Escrituras em sua língua materna. 

Conclusão

A importância da Bíblia para os protestantes seria injusto esquecer a contribuição católica. Em todos os períodos da história, a Igreja Romana teve manifestações de grande apreço e valorização das Escrituras, preservando os manuscritos antigos, fazendo valiosas traduções, estudando e ensinando as Escrituras. Por outro lado, muitos protestantes não estão isentos de erros nessa área, como o biblicismo estreito e intolerante, as interpretações esdrúxulas que geraram uma multiplicidade de seitas, o uso ideológico das Escrituras para justificar práticas inaceitáveis à luz do evangelho, como a escravidão e o preconceito. No cômputo geral, todavia, não há como negar que a Bíblia ocupa um lugar de muito maior destaque nas igrejas da Reforma e que os frutos desse interesse têm sido em grande parte benéfica e enriquecedores, tanto no aspecto pessoal quanto comunitário.


Referência bibliográfica

ANGLADA, Paulo. Sola Scriptura: a doutrina reformada das Escrituras. Recife: Os Puritanos, 1998.

BEEKE, Joel e outros. Sola Scriptura: numa época sem fundamentos, o resgate do alicerce bíblico. São Paulo: Cultura Cristã, 2000.

BOICE, James Montgomery. O alicerce da autoridade bíblica. São Paulo: Edições Vida Nova, 1986.

GEISLER, Norman; NIX, William. Introdução bíblica: como a Bíblia chegou até nós. São Paulo: Vida, 2000.

HARRIS, Laird. Inspiração e canonicidade das Escrituras. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.

LOPES, Augustus Nicodemus. A Bíblia e seus intérpretes: uma breve história da interpretação. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.

MARTINEZ, João Flávio. A reforma protestante, 2008. Disponível em: http://www.cacp.org.br/estudos/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=870&menu=7&submenu=3, acesso em 03 de setembro de 2008.

MATOS, Alderi Souza de. A reforma protestante, 2008. Disponível em: http://www4.mackenzie.com.br/6965.html, acesso em 03 de setembro de 2008.

PEDRO, Antonio, 1942 - História: Compacto, 2º Grau / Antonio Pedro,. - Ed. Atual., ampl. e renovada. São Paulo: FTD, 1995.

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09/05/2021

Um alerta: a formação “relâmpago” em cursos de teologia

 

Um alerta: a formação “relâmpago” em cursos de teologia

Em um mundo tecnologicamente interligado pela virtualidade digital e o crescimento vertiginoso da rede global de computadores o acesso ao conhecimento tem se expandido.

Mas, como administrar e usar toda esta informação?

As redes sociais, principalmente, o Facebook, criação do norte-americano Mark Zuckerberg que tem também como sócio co-fundador, o paulistano Eduardo Luiz Saverin, contribuem para o crescimento da ciência e da comunicação.

Mas todos concordam com o ditado popular no Brasil “nem tudo que reluz é ouro”, isto é, nem tudo que é postado na internet pode ser considerado uma fonte fidedigna.

A nossa sociedade brasileira afetada pelos grandes conceitos do mundo moderno, influenciada diretamente pelos americanos, tem demonstrado uma ávida vontade de crescimento rápido e fácil.

A teologia da prosperidade tem contribuído, em muito, com este desejo.

Os evangélicos brasileiros, inseridos no mundo, não têm escapado deste tipo de “maldição imediatista”. Não sou contra o uso da internet ou das redes sociais, pois cada cristão deve saber usar os recursos disponíveis ao seu alcance de maneira comedida, conforme 1 Tessalonicenses capítulo 5 versículos 21 e 22: “Examinai tudo. Retende o bem.  Abstende-vos de toda a aparência do mal.

A preocupação com um título ou certificado sem embasamento teórico e experimental causa estranheza, visto que os valores discutidos giram em torno, nada menos, da Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus.

A passagem bíblica “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”, citada em 2 Timóteo 2:15 parece não ter sentido na vida de alguns cristãos.

Desejar uma formação teológica é louvável, pois o profeta Oséias já bradava no Antigo Testamento dizendo O meu povo foi destruído porque lhe faltou conhecimento.” Os 4.6.

Agora, como obter esta formação que deve ser a preocupação de todo o candidato ao seminário cristão.

Após anos dedicados ao ensino tanto cristão como secular, uma característica comum surgiu no meio do povo evangélico: a formação teológica relâmpago. São pessoas preocupadas na busca do conhecimento que é louvável, mas, infelizmente, contaminadas pela teologia da prosperidade imediata.

Um exemplo é citado na imagem que ilustra este post, de autoria da Pastora Patrícia, demonstrando o tempo de espera das bênçãos de Deus na vida dos seus servos que contrasta severamente com o pensamento atual de alguns de nossos irmãos em Cristo.

No artigo “10 passos para obter uma formação teológica de qualidade - Formação teológica para um obreiro aprovado”, deu um alerta chamando a atenção para os cursos de teologia relâmpagos e para que os interessados verifiquem o tempo de duração, bem como, a carga horária dos mesmos.

Outra preocupação desnecessária dos aspirantes seminaristas está no reconhecimento governamental. Os órgãos públicos (MEC, secretarias estaduais ou municipais de educação) têm por finalidade regular os cursos que são integrantes da educação básica (ensino fundamental e médio) e os que são considerados como “profissão”, que decididamente não enquadram os cursos de teologia, que são puramente vocacionais. A lei brasileira, conforme nossa Constituição Federal, cita o estado laico, isto é, não há interferência da religião no estado, nem do estado na religião.

Não podemos considerar a teologia como profissão secular, pois não há vagas no mercado de trabalho para o teólogo profissional, excetuando os capelães militares (que também precisam de autorização e reconhecimento dos ministérios a que estão ligados) e alguns professores destas faculdades que tem o curso reconhecido pelo MEC. A maioria dos alunos formados teólogos profissionais descobrem que, depois de pagarem altos valores de mensalidades, o seu diploma vai para um quadro na parede.

Por outro lado as igrejas evangélicas necessitam de teólogos vocacionais, também chamados na Bíblia de mestres (Ef 4.11) cuja missão é defender a revelação da Bíblia Sagrada e preservar a pureza do evangelho revelado na Palavra de Deus, tudo com a ajuda do Espírito Santo (2 Tm 1.11-14) levando a igreja a perfeita adoração a Cristo mantendo a mensagem original de Jesus  e dos apóstolos constituídos pelo Filho de Deus durante o seu ministério terreno, isto é, pessoas realmente comprometidas com a pregação do evangelho. Isto o MEC não forma, pois por isonomia com as demais religiões e normatizado pelo estado laico a teologia é vista como "o estudo de uma divindade".

A este respeito o nosso irmão Lourenço Stelio Rega, Diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo (FTBSP), instituição fundada em março de 1957 e pertencente à Convenção Batista do Estado de São Paulo, escreveu um artigo criticando a ingerência do MEC e de “outros órgãos” nos cursos teológicos. (Veja o artigo em Portal Metodista)

Claro que o aluno interessado deve verificar qual a ligação (parcerias, reconhecimento, filiação) que a escola pretendida tem com outras instituições ligadas ao ensino teológico ou as igrejas, que neste caso poderão dar mais credibilidade do que os órgãos públicos.

Portanto, a leitura do Salmo 40 não deve ficar somente na teoria de nossos irmãos: “Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor. Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos. E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no Senhor. Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança, e que não respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira”. Salmos 40:1-4

Saber esperar também está aplicado a uma formação teológica de qualidade. Pense bem antes de tentar se enganar e a seu pastor, pois a Deus ninguém engana. Antes de se matricular ore, busque informações sobre o seminário, escola, instituto, etc...

Não tenha pressa. Faça como os demais servos da Bíblia que souberam aguardar no Senhor. Cuidado com as atitudes precipitadas. Veja o que diz a Bíblia sobre isto:

- Tens visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que para ele. Provérbios 29:20

- Os pensamentos do diligente tendem só para a abundância, porém os de todo apressado, tão-somente para a pobreza. Provérbios 21:5


 

Sete coisas que todos acham que está escrito na Bíblia


Está escrito? Sete coisas que todos acham que está escrito na Bíblia, mas que por falta de conhecimento acabam se deixando levar por estes ditos populares.

Está escrito? Sete coisas que todos acham que está escrito na Bíblia, mas que por falta de conhecimento acabam se deixando levar por estes ditos populares.

1. “Deus ajuda a quem se ajuda”.

Falso! Ao contrário, Deus ajuda aqueles que se reconhecem incapazes e, humilhados, clamam por socorro. “A mulher veio, adorou-o de joelhos e disse: “Senhor, ajuda-me!” (Mt 15:25).

2. “Deus quer que você seja feliz”.

Falso! Quem diz isso geralmente pensa a curto prazo, só para esta vida. Mas Deus projeta felicidade eterna para aquele que crê em Jesus e tem seus pecados perdoados. Quanto à nossa breve vida aqui, ele diz: “No mundo tereis aflições” (Jo 16:33).

3. “Somos todos filhos de Deus”.

Falso! Todos são criaturas de Deus, mas filhos somente aqueles que nascem de novo pela fé em Jesus. “A todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” (Jo 1:12).

4. “Deus nunca permite um sofrimento além do que você possa suportar”.

Falso! Para quebrar nossa autoconfiança Deus permite sofrimento além da capacidade humana, para encontrarmos nele os recursos de que necessitamos. “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos… para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos; o qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos que também nos livrará ainda”. (2 Co 1:8).

5. “Quando você morrer o céu ganhará mais um anjo”.

Falso! Seres humanos não são anjos e nunca serão. Assim como Jesus, em sua encarnação, somos originalmente menores que os anjos, mas os salvos por Cristo serão exaltados nele a uma posição acima dos anjos. “Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos?” (1 Co 6:3).

6. “Todos os caminhos levam a Deus”.

Falso! Na verdade esta ideia foi emprestada do ditado “Todos os caminhos levam a Roma”, mas é melhor escutar o que Jesus diz: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. (Jo 14:6).

7. “Não importa em que você crê, contanto que tenha fé”.

Falso! Não é a fé que importa, mas em quem você coloca sua fé. Jesus disse aos judeus: “‘Se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados’. Disseram-lhe, pois: ‘Quem és tu?’ Jesus lhes disse: ‘Isso mesmo que já desde o princípio vos disse’. (Jo 8:24-25).

Ele tinha deixado claro a eles que era o Messias prometido, e mais que isso: Ao usar a expressão “EU SOU” ele se reportava ao que Jeová havia dito de si mesmo em Êxodo 3:14: “E disse Eloim (Deus) a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.” Juntando isso com o que João escreve em sua segunda carta, entendemos que crer em Jesus Cristo inclui crer que ele é Deus e já existia antes de assumir a forma humana ao vir em carne.

“Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo… Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis.” (2 Jo 1:7-10).

Fonte: Internet