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27/07/2021

Obadias: o cuidado para com a retribuição divina

Obadias: o cuidado para com a retribuição divina



Texto do dia 
“Porque o dia do SENHOR está perto, sobre todas as nações; como tu fizeste, assim se fará contigo; a tua maldade cairá sobre a tua cabeça.” (Ob 1.15) 

Síntese 
O livro de Obadias nos desperta para a realidade da lei da semeadura. Esta é uma lei estabelecida por Deus. Colheremos o que plantamos nesta vida. 

Agenda de leitura 
SEGUNDA – Gn 25.22,23 A gênese da inimizade com Edom.
TERÇA – Sl 137.7 O clamor de justiça pelos feitos vis de Edom.
QUARTA – Lm 4.21 O juízo chegará a Edom.
QUINTA – Ez 25.12-14 A justa retribuição divina.
SEXTA – Gl 6.7 A lei da semeadura.
SÁBADO – Rm 6.3-7 Ninguém escapará do juízo divino.

Objetivos
1 APRESENTAR o livro de Obadias e sua mensagem;
2 ESCLARECER os motivos que levaram Obadias a profetizar um grande juízo sobre Edom;
3 EXPLICAR, a partir do exemplo de Edom, como o orgulho e o ódio são prejudiciais a vida cristã

Interação
Obadias trouxe uma mensagem de advertência para o povo de Edom, descendentes de Esaú. Eles seriam punidos pelo Senhor pela crueldade e orgulho contra Judá. Obadias nos mostra que Deus é amor, mas Ele também é justo e não tolera o pecado. Existe uma recompensa para a iniquidade: a morte.

O profeta Obadias nos mostra que o ódio e o orgulho não devem ter espaço em nosso coração. Então, pare agora e faça um autoexame. Como está seu coração? Ele continua humilde, quebrantado, puro e confiante em Deus? Esperamos que sim. Contudo, é importante ressaltar que só há uma maneira de guardarmos os nossos corações de sentimentos detestáveis aos olhos do Senhor, como por exemplo, a soberba: Permanecer olhando para Jesus e seguindo seus passos. Só o Salvador pode nos conduzir a uma vida de amor, humildade, perdão e de santidade.

Texto bíblico
Obadias 1.1-4, 15-17
1 Visão de Obadias: Assim diz o Senhor Jeová a respeito de Edom: Temos ouvido a pregação do Senhor, e foi enviado às nações um embaixador, dizendo: Levantai-vos, e levantemo-nos contra ela para a guerra.
2 Eis que te fiz pequeno entre as nações; tu és mui desprezado.

3 A soberba do teu coração te enganou, como o que habita nas fendas das rochas, na sua alta morada, que diz no seu coração: Quem me derribará em terra?
4 Se te elevares como águia e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derribarei, diz o SENHOR.
15 Porque o dia do SENHOR está perto, sobre todas as nações; como tu fizeste, assim se fará contigo; a tua maldade cairá sobre a tua cabeça.
16 Porque, como vós bebestes no monte da minha santidade, assim beberão de contínuo todas as nações; beberão, e engolirão, e serão como se nunca tivessem sido.
17 Mas, no monte Sião, haverá livramento; e ele será santo; e os da casa de Jacó possuirão as suas herdades.

INTRODUÇÃO
Obadias é o menor livro do Antigo Testamento, são apenas vinte e um versículos dentro de um único capítulo. Diferente de Amós que se concentrou em Israel, ele destinou sua mensagem a uma nação estrangeira: Edom. Os edomitas, descendentes de Esaú, trataram os israelitas com crueldade e por isso, foram avisados que receberiam uma retribuição divina pelo tratamento detestável ao povo de Deus. Havia um clamor israelita por este propósito (Sl 137.7).

I – OBADIAS
1. O servo do Senhor. Obadias é um nome comum, entre árabes e judeus, cujo significado é “servo do Senhor”.
É um composto de ‘ôbed, “servo”, e ‘yâ’, uma forma abreviada do tetragama ‘yhwh’ (Jeová). O livro não fornece informações pessoais sobre o autor, por isso nada sabemos sobre sua família, cidade ou profissão. Ele simplesmente diz: “Visão de Obadias” (Ob 1). É provável que o profeta estivesse em Jerusalém durante um período em que a cidade foi atacada. Os edomitas foram cruéis durante esta invasão. Obadias narrou os acontecimentos no estilo de uma testemunha ocular (Ob 11-14). Ele era um homem piedoso, que seguia a ortodoxia judaica e acreditava na justiça divina. 

Ao ver a maldade dos edomitas, anunciou impelido pelo Espírito de Deus o juízo que estava por vir sobre esta nação. Vale destacarmos que outros profetas também anunciaram o juízo sobre Edom (Jr 49.7-22; Ez 25.12-14; Am 1.11,12).

2. Sua época. Não podemos afirmar quando o livro de Obadias foi escrito, pois o texto não oferece datas, apenas apresenta indícios de um momento histórico em que os edomitas regozijaram-se com a invasão de Jerusalém, e até mesmo, lucraram com sua destruição tomando parte nos seus despojos (Ob 14,15). Não fica claro a qual invasão o profeta está se referindo. Duas possíveis datas estão entre as mais propostas: 848-841 a.C. e 586 a.C. 

A data mais antiga refere-se ao reinado de Jeorão. Neste período os filisteus e árabes invadiram Judá e cometeram diversos saques (2 Cr 21.16,17), e os edomitas se aproveitaram do momento para tratar os judeus de uma forma hostil e ríspida (2 Rs 8.20-22). A segunda data refere-se à invasão da Babilônia a Jerusalém, por Nabucodonosor (586 a.C.). Os edomitas ficaram satisfeitos com a destruição da Cidade Santa (Lm 4.21) e aproveitaram a ocasião para promoverem a vingança contra Judá (Ez 25.12). Os israelitas exilados na Babilônia lembravam-se do tratamento desprezível dos edomitas (Sl 137.7). Tudo indica que os versículos 10-14 se referiram ao ataque de Nabucodonosor.

3. Sua mensagem. O assunto principal do livro de Obadias é o julgamento divino contra Edom por causa de sua hostilidade contra os judeus. A mensagem do profeta nos reporta a promessa que Deus fez a Abraão: “[…] abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem […]” (Gn 12.3). Os edomitas eram parentes dos judeus. A origem dessa história nos remete ao ventre de Rebeca (Gn 25.22,23). Edomitas e judeus provinham da mesma madre. Enquanto os edomitas descendiam de Esaú, os judeus descendiam de Jacó. 

O início do conflito começou entre dois irmãos que disputavam a primogenitura e com o passar dos séculos a tensão entre estes dois povos cresceu transformando-se em uma inimizade ferrenha. Deus ordenou que os israelitas tratassem os edomitas como irmãos (Dt 2.5-9), porém, os edomitas cultivaram um ódio velado pelos israelitas e em diversos momentos históricos, deixaram esse sentimento sujo aflorar. Os 21 versículos do livro de Obadias podem ser divididos da seguinte forma: Destruição de Edom (Ob 1-9); as razões para a destruição (Ob 10-14); o veredicto divino (Ob 15-16) e a restauração futura do povo de Deus (Ob 17-21).

II – O JULGAMNETO DIVINO
1. O orgulho. Edom era a nação vizinha a sudeste de Israel, ao sul de Moabe e do mar Morto.
Eles eram descendentes de Esaú, apesar de serem parentes de Israel, comportaram-se como inimigos. Um mensageiro foi enviado para noticiar a destruição de Edom: “[…] Levantai-vos, e levantemos nós contra ela para a guerra” (v. 1). Embora fossem pequenos em relação aos outros povos (v. 2), eram poderosos por causa da posição geográfica em que estavam. A soberba do coração levou-os a pensar que eram invencíveis (v. 3). 

O texto diz que eles habitavam nas “fendas das rochas”. Suas cidades foram construídas em uma região de cadeias montanhosas que protegiam a nação. A topografia do local fornecia-lhes uma proteção natural. Os cavalos das tropas inimigas jamais passariam pelas fendas das rochas. A altitude de 1.200 a 1.700 metros tornava a região de fácil defesa. Por isso perguntavam: “Quem me derribará em terra?” (v. 3). Sentiam-se inalcançáveis, como uma águia que sobe as alturas para guardar os seus filhotes em ninhos seguros (v.4). 

O orgulho gerou neles uma falsa sensação de segurança. O Deus revelado nas Escrituras não tolera o orgulho (Pv 16.18). Edom aprendeu a lição de que não existe lugar inacessível para Deus. Tudo está ao alcance de suas mãos e de seu poder.
Estejamos sempre atentos e não nos esqueçamos que também seremos julgados pelo Senhor. Cuidemos para que sentimentos contraproducentes como a raiva, amargura ou até mesmo a maquinação do mal, jamais cresçam em nossos corações.

2. O juízo divino. Os edomitas estavam acostumados a roubarem outros povos em momentos de tragédias nacionais, porém, de acordo com Obadias, eles experimentariam o mesmo veneno, pois ladrões e roubadores viriam de noite para saquearem suas cidades (v. 5). O profeta declarou que até os vindimadores (colhedores de uva) deixavam alguns cachos pelo caminho, todavia em Edom não sobraria nada. Todo o tesouro de “Esaú” seria encontrado e esquadrinhado (v. 6). Os judeus tinham o costume de identificar as pessoas por seus antepassados; assim Esaú é um nome para Edom, e Jacó, é usado como um nome para Judá. 

Os bens de Esaú referem-se às minas de ferro e cobre que pertenciam ao território dos edomitas. Da mesma forma que Edom traiu Judá, seus aliados o trairiam (v. 7). O pagamento do pecado será sempre a destruição, pois o salário do pecado é a morte (Rm 6.23). A destreza dos valentes de Edom não conseguiria livrá-los do destino selado por Deus (v. 9).

3. A maldade. A principal razão para a ira divina derramada sobre Edom era a violência praticada contra o “irmão Jacó” (v. 10). Jacó é usado como sinônimo para a nação de Israel. O termo “Israel” não se refere especificamente ao Reino do Norte, mas faz menção ao uso genérico do nome aplicado aos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. 

O texto sugere que o juízo de Deus não estava sendo aplicado por causa de um único ato, mas por causa de um acúmulo de comportamentos hostis para com Israel. A gota d’àgua foi a aliança de Edom com os povos inimigos que assolaram Jerusalém. Obadias declarou: “tu mesmo era um deles” (v. 11), em outras palavras, Edom aliou-se ao exército invasor. Eles olharam com prazer para a destruição de Jerusalém e se alegraram na má sorte do “irmão” (v. 12). Eles festejaram a derrota dos israelitas. O texto ainda declara que não somente foram omissos, mas foram agentes da destruição, pois no dia da calamidade de Jerusalém, também estenderam as mãos contra os judeus e os perseguiram para entregá-los aos inimigos (vv. 13,14). 

Agiram com grande crueldade. Não tiveram compaixão. A falta de compaixão é um grande pecado diante de Deus. Além de se alegrarem com a derrota alheia, foram instrumentos da maldade. Um indivíduo dominado pela inveja tende a praticar atos desprezíveis. Orgulho e inveja são sentimentos que devem ser extirpados de nossos corações.

Edom aprendeu a lição de que não existe lugar inacessível para Deus. Tudo está ao alcance de suas mãos e de seu poder.

III – A RETRIBUIÇÃO DIVINA
1. O “Dia do Senhor”. O profeta anunciou que o “Dia do Senhor” virá sobre todas as nações. Esse dia será contrastante para Edom e Israel, enquanto um será humilhado e destruído, o outro será restaurado e exaltado.

O Dia do Senhor aponta para um momento específico da história em que Deus se levantará para fazer valer a Sua justiça. O juízo de Deus aplicará em Edom o castigo imposto a Israel: “[…] assim se fará contigo […]” (v. 15). Logo, eles “[…] serão como se nunca tivessem sido” (v. 16). Todavia, em Sião haverá livramento. Enquanto Edom experimentará a taça da ira divina, Judá receberá livramento (v. 17). Enquanto a casa de Esaú será como palha, a casa de Jacó será como fogo (v. 18). 

Deus aplicará a justiça na inversão dos papéis injustos: os exaltados serão humilhados e os humilhados serão exaltados (Jó 22.29; Pv 16.18; Mt 23.12; Lc 18.14). Essa palavra trouxe consolo para os judeus que sofriam diante da derrota imposta pelas tropas adversárias. 

Não podemos perder a fé na justiça divina. Vivamos de modo íntegro, confiando em Deus e em sua Palavra, e ainda que enfrentemos desventuras, no momento certo, o Senhor intervirá para fazer prevalecer a sua justiça e derramar o seu consolo sobre nós.

2. A retribuição divina. Os juízos divinos são sempre fundamentados em motivos convincentes. Deus não comete injustiças. A doutrina da retribuição divina é bíblica (Êx 21.23-25; Dt 19.21). Deus fez aos edomitas o mesmo que eles fizeram a Judá. Edom e Israel eram parentes, no entanto, os edomitas sempre trataram Israel com desprezo. Na época de Moisés, o direito de passagem dos israelitas pelo território edomita foi negado (Nm 20.14-21). 

A Bíblia apresenta quatro momentos em que os edomitas pilharam Israel: No reinado de Jeorão (2 Cr 21), no reinado de Amazias (2 Cr 25), no reinado de Acaz (2 Cr 28) e no reinado de Zedequias (2 Cr 36). Este ciclo de maldade não poderia ficar impune. Deus escreveu uma lei no universo que não pode ser esquecida: A lei da semeadura (Gl 6.7). 

É a plantação que determina o resultado da colheita. O cristão não deve “semear na carne”, isto é, “viver pela carne”, mas deve “semear no espírito” vivendo de acordo com a vontade do Espírito (Gl 6.8). Estejamos sempre atentos e não nos esqueçamos que também seremos julgados pelo Senhor. Cuidemos para que sentimentos contraproducentes como a raiva, amargura ou até mesmo a maquinação do mal, jamais cresçam em nossos corações. 

Inimizades devem ser combatidas com perdão e reconciliação e não com vingança e ressentimento. Vivamos segundo o espírito e não segundo a carne.

3. O rebaixamento de Edom. Obadias nos ensina que Deus cumpre suas promessas. Suas profecias se cumpriram historicamente. Os edomitas “foram como se nunca tivessem sido” (v. 16). No século VI a.C., eles foram derrotados e expulsos de suas terras, e como consequência, fixaram-se próximo ao Mar Vermelho; todavia, em 312 a.C., foram novamente destruídos pelos nabateus. Depois de espalhados, sobreviveram através dos casamentos mistos com outros povos da região. No Novo Testamento os edomitas ficaram conhecidos como idumeus. 

Herodes, o “rei dos judeus”, descendia dos idumeus. Porém em 70 a.C., o general romano Tito destruiu os israelitas e idumeus. Enquanto os israelitas se dispersaram e depois de quase dois mil anos reviveram como uma nação, os idumeus desapareceram da história para sempre. A profecia de Obadias se cumpriu (v. 10). Seu livro confirma o princípio bíblico da retribuição divina. Cedo ou tarde, todos nós arcaremos com os nossos atos diante de Deus! Não nos esqueçamos jamais desta verdade cristã!

SUBSÍDIO 1
“Para que possamos entender o livro de Obadias, precisamos ter em mãos um breve resumo da história de Israel. O profeta trata de duas nações, Israel e Edom, mas refere-se a elas por meio da citação de seus antepassados, Esaú e Jacó. Isso ocorre porque era comum para os hebreus identificar as pessoas utilizando o nome de seus antepassados. Ao longo da história entre Israel e Edom, houve momentos de animosidade, e isso perdurou por muitos anos, despertando e mantendo acesa uma inimizade entre dois povos descendentes de Abraão.

Apesar da animosidade entre esses grupos, a recomendação divina aos israelitas era que tratassem os edomitas com respeito, da mesma forma que deveriam tratar os egípcios (Dt 23.7). Essa recomendação os edomitas não seguiram.

O problema foi a atitude de Edom no momento do juízo de Deus. Os edomitas foram condenados não apenas porque se mantiveram distantes e alegres quando seus parentes estavam sendo atacados. Eles foram condenados porque, além de observar o que estava acontecendo participaram dos ataques contra os sobreviventes. Mas seu julgamento não tardaria a vir” (COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 42).

SUBSÍDIO 2
“Obadias é o livro mais curto do Antigo Testamento. Ele é exclusivo entre os livros proféticos do Antigo Testamento por ser dirigido contra uma nação estrangeira, sem oráculos de juízos contra Israel ou Judá.
O profeta tem em vista um ataque militar contra Jerusalém, em que os edomitas participaram alegremente, mas ele não fornece informações que mostre claramente a data da catástrofe. Alguns datam o livro com relação a uma invasão de Judá por filisteus e árabes, durante o reinado de Jeroão, em que se supõe que os edomitas tenham participado. Outros consideram que os eventos que motivaram essa profecia estão relacionados com a invasão de Judá pelos babilônios, que resultou, por fim, no seu colapso, em 586 a.C. Tanto as Escrituras como a tradição judaica mencionam explicitamente, o envolvimento dos edomitas nessa catástrofe final, e o texto de Obadias parece se referir, mais naturalmente, a esse evento” (Profetas Menores: Livro de Estudo. Rio de Janeiro: CPAD, 2016, p. 103).

CONCLUSÃO
Ninguém pode desafiar as leis espirituais e sair incólume. O que Deus estabeleceu está estabelecido! Devemos nos atentar para os maus exemplos a fim de observamos o fruto do pecado. Lembremo-nos de Edom. O ódio e o orgulho não devem ter espaço em nosso coração, pois uma vez inseridos, tendem a crescer dentro de nós provocando grandes estragos espirituais. Lembremo-nos de que o arrependimento e a fé em Jesus nos conduzirão ao amor e ao perdão nos livrando de tais sentimentos vis.

HORA DA REVISÃO
1. Qual o assunto principal do livro de Obadias?
O julgamento divino contra Edom, por causa de sua hostilidade contra os judeus.

2. Quem foi Obadias?
Um servo do Senhor que acreditava no princípio da retribuição divina. Ele foi testemunha ocular de um ataque sofrido em Jerusalém, no qual os edomitas aproveitaram-se da situação para vingar-se do povo de Deus.

3. Qual o motivo para o orgulho de Edom?
Sentiam-se demasiadamente seguros por causa da geografia e da topografia do local onde habitavam, por isto agiram com soberba.

4. Edom olhou com prazer a destruição de Jerusalém. Como devemos tratar aqueles que sofrem?
Não devemos regozijar jamais com o sofrimento de alguém, antes devemos tratar aqueles que sofrem com compaixão. É isto que Deus espera de nós.

5. A profecia de Obadias sobre Edom se cumpriu?
Sim. Eles foram destruídos e deixaram de existir como nação. Desapareceram para sempre.

Fonte: ebd.com.br 

19/07/2021

Elias e os Profetas de Aserá e Baal

Elias e os Profetas de Aserá e Baal


Texto áureo 
“Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego.” (1 Rs 18.38) 

Verdade prática 
O Senhor sustenta com sua forte mão todos os que estão dispostos a proclamar a verdade de que Ele é o único Deus digno de adoração. 

Leitura diária  
Segunda – Sl 37.18,19 Deus cuida de seus filhos e não os deixa desamparados.
Terça – Sl 7.9 Deus conhece a sinceridade do coração dos seus filhos.
Quarta – Is 42.8 O único digno de glória e honra é o Senhor Deus.
Quinta – Êx 20.3,4 O Senhor impõe como mandamento não ter outros deuses além dEle.
Sexta – Sl 145.14-18 Deus é aquEle que sustenta seus filhos, mesmo em tempo de dificuldades.
Sábado – 1 Co 8.6 Quem serve a Deus de coração compreende que há um só Deus e que tudo pertence a Ele.

Leitura bíblica em classe  - 1 Reis 18.22-24,26,29,30,38,39; 19.8-14

1 Reis 18
22 – Então, disse Elias ao povo: Só eu fiquei por profeta do Senhor, e os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta homens.
23 – Deem-se-nos, pois, dois bezerros, e eles escolham para si um dos bezerros, e o dividam em pedaços, e o ponham sobre a lenha, porém não lhe metam fogo, e eu prepararei o outro bezerro, e o porei sobre a lenha, e não lhe meterei fogo.
24 – Então, invocai o nome do vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que o deus que responder por fogo esse será Deus. E todo o povo respondeu e disse: É boa esta palavra.
26 – E tomaram o bezerro que lhes dera e o prepararam; e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até ao meio-dia, dizendo: Ah! Baal, responde-nos! Porém nem havia voz, nem quem respondesse; e saltavam sobre o altar que se tinha feito.
29 – E sucedeu que, passado o meio-dia, profetizaram eles, até que a oferta de manjares se oferecesse; porém não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma.
30 – Então, Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; e reparou o altar do SENHOR, que estava quebrado.
38- Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego.
39 – O que vendo todo o povo, caiu sobre os seus rostos e disse: Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus!

1 Reis 19
8 – Levantou-se, pois, e comeu, e bebeu, e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.
9 – E ali entrou numa caverna e passou ali a noite; e eis que a palavra do SENHOR veio a ele e lhe disse: Que fazes aqui, Elias?
10 – E ele disse: Tenho sido muito zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram o teu concerto, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e buscam a minha vida para ma tirarem.
11 – E ele lhe disse: Sai para fora e põe-te neste monte perante a face do SENHOR. E eis que passava o SENHOR, como também um grande e forte vento, que fendia os montes e quebrava as penhas diante da face do SENHOR; porém o SENHOR não estava no vento; e, depois do vento, um terremoto; também o SENHOR não estava no terremoto;
12 – e, depois do terremoto, um fogo; porém também o SENHOR não estava no fogo; e, depois do fogo, uma voz mansa e delicada.
13 – E sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias?
14 – E ele disse: Eu tenho sido em extremo zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram o teu concerto, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e buscam a minha vida para ma tirarem.

OBJETIVO GERAL
Revelar que Deus opera milagres através de seus filhos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1 Salientar que é necessário e urgente enfrentar o pecado;
2 Relatar que Deus responde às nossas súplicas;
3 Expor as fragilidades do ser humano.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Antes de convocar os profetas de Baal para o grande desafio, Elias indagou ao povo: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o” (1 Rs 18.21). Comece a aula perguntando o significado de “pensar”, “coxear”, e “coxear entre dois pensamentos”.

Pensar para decidir ou escolher algo é como pôr as coisas numa balança para se avaliar o peso de cada uma. Ora a balança pende para um lado, ora pende para o outro. 

Coxear significa mancar como um coxo, capengar, claudicar, pender de um lado para o outro. Quem coxeia dá um passo e se inclina para a direita e no próximo passo se inclina para a esquerda. É por isso que “coxear entre dois pensamentos” tem o sentido figurado de hesitar, vacilar. 

Isso era o que Elias quis dizer sobre a situação espiritual do povo de Israel.

INTRODUÇÃO
O profeta Elias é um dos mais relevantes personagens da Bíblia. Foi ele que apareceu com Moisés no Monte da Transfiguração conversando com Jesus.

Este destacado profeta é, sem dúvida, um modelo de servo perseverante e fiel para todo cristão. Nesta lição, veremos como Elias desafiou corajosamente a idolatria em Israel; como orava de modo simples, mas cheio de confiança; e como, apesar de tudo o que fez, expôs sua humanidade ao cair em desânimo.

PONTO CENTRAL
O Senhor sempre intervém a nosso favor diante das adversidades.

I – O DESAFIO NO MONTE CARMELO
1. O zelo de Elias o pôs diante de um confronto. Devido à apostasia do povo e à falta de liderança espiritual do rei Acabe, e de outros que lhe antecederam, Elias, como alguém que conhece muito bem o Deus que serve, viu-se na condição de lançar um grande desafio diante de todos. Mandou chamar os profetas de Baal e lhes incitou dizendo: “o deus que responder por fogo esse será Deus” (1 Rs 18.24). O profeta foi levado a fazer isso em função da pergunta, sem resposta, que lançou antes do confronto: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o” (1 Rs 18.21). O povo não tinha resposta para esta pergunta porque estava em dúvida sobre quem, de fato, era o verdadeiro Deus.

2. O problema de não saber a quem adorar. Este triste dilema espiritual se faz presente todas as vezes que o povo de Deus se envolve com a idolatria, pois os que adoram ídolos não conseguem enxergar o verdadeiro amor e cuidado divinos, uma vez que, a despeito de terem todas as características de divindade, esses pretensos deuses não passam de ilusão inventada pelo homem. Entretanto, mesmo sendo falsos, esses ídolos exercem muita força e influência sobre o coração do homem, tornando-o tão ignorante quanto eles próprios (Sl 135.18).
Vale destacar que os ídolos não precisam necessariamente ser físicos, pois podem estar camuflados no coração humano a fim de controlarem as decisões e toda a vida de uma pessoa. Jesus nos alertou sobre isso (Mt 6.24).

3. O desafio do fogo. Elias tinha certeza de que Deus era com ele e, por isso, propôs o desafio: o Deus que respondesse com fogo deveria ser adorado. Os que andam com Deus não precisam desafiá-lo para testarem sua lealdade e seu amor. Tais pessoas são tão íntimas de Deus que são impelidas, guiadas, conduzidas em seu coração para aquilo que o Senhor quer fazer. Portanto, não foi a vontade de Elias lançar o desafio, mas a do próprio Deus para, mais uma vez, mostrar ao povo de Israel que Ele era, sempre foi e sempre será o único Deus verdadeiro, a quem deveria servir.

SÍNTESE DO TÓPICO I
Assim como Elias confrontou os profetas de Baal diante da idolatria, os servos do Senhor devem estar dispostos a confrontar todo tipo de pecado.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Em sentido amplo a idolatria pode indicar a veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição ou ambição que tome o lugar de Deus, ou que diminua a honra que lhe devemos. Deus nunca admitiu outro além dEle. O Todo-Poderoso não divide seu louvor com quem quer que seja: Ele é o único. O Senhor é Deus zeloso e requer exclusividade. Jamais repartiria seu povo com um suposto rival. Por esta razão assevera enfaticamente: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20.3).

Promova um pequeno debate em sua turma fazendo uma simples pergunta: “O que é idolatria hoje?”
Todas as imagens, esculturas ou quaisquer outras inovações com o objetivo de tornar o culto mais atraente pelo seu visual divergem do sincero propósito de cultuar a Deus em espírito e verdade e, por isso, constituem um tropeço para uma verdadeira adoração.

II. A ORAÇÃO DE ELIAS
1. Os preparativos de Elias. Diante da impossibilidade de resposta de Baal aos apelos de seus adoradores, Elias começou os preparativos para a operação do milagre (1 Rs 18.23). A primeira coisa que fez foi reparar o altar do Senhor, que estava quebrado; consequência imediata da idolatria (1 Rs18.30). A seguir, juntou doze pedras que simbolizavam as doze tribos de Israel, cavou um rego em volta do altar, colocou a lenha, dividiu o bezerro em pedaços sobre a lenha e pediu para que se derramasse doze cântaros de água sobre o altar, de tal modo que ficasse totalmente encharcado; o que estava nele, e o rego em sua volta (1 Rs 18.31-35).

2. Uma oração confiante. A oração de Elias foi simples e curta, contrastando com as súplicas dos profetas de Baal (1 Rs 18.36,37). Elias queria mostrar que, para Deus responder, não são necessárias cerimônias especiais, sacrifícios ou mutilações. Basta o exercício da fé no verdadeiro Deus.
É relevante ressaltar que o profeta Elias, em sua oração, declarou, diante do povo, que o Deus a quem ele orava era o mesmo Deus dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, e que, pelo fato de também ser um servo de Deus e estar cumprindo a vontade dEle, tinha direito à manifestação divina como resposta.
Nesta oração, o profeta expõe o verdadeiro motivo de ter erigido aquele altar, e da necessidade de Deus responder com fogo: “para que este povo conheça que tu, Senhor, és Deus e que tu fizeste tornar o seu coração para trás” (1 Rs 18.37).

3. A misericórdia de Deus. Na oração de Elias está claro que o desejo de Deus era que seu povo se voltasse para Ele através daquela demonstração de poder. A descida do fogo que consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, o pó e ainda secou toda a água que estava ao redor do altar (1 Rs 18.38) é uma exata comprovação, não apenas de que Ele é Deus e está acima de tudo e de todos, mas de que Ele estava dando a Israel uma nova oportunidade de comunhão. A reação do povo foi unânime em reconhecer que o Eterno é o Deus verdadeiro (1 Rs 18.39). Com isso, a seca que já durava três anos e meio terminou (1 Rs 18.41,44). Elias subiu ao cume do monte Carmelo, orou a Deus e caiu uma abundante chuva (1 Rs 18.45).

CONHEÇA MAIS
Os profetas de Baal foram ao duelo com o profeta Elias, os 400 profetas de Aserá não aceitaram o desafio de Elias.

Elias disse a Acabe para levar não apenas os 450 profetas de Baal, mas também os 400 profetas de Aserá, a “esposa” de Baal (1Rs 18.19). Ao que parece, somente os profetas de Baal aceitaram o desafio (1Rs 18. 22, 26). Tanto é que somente os profetas de Baal, foram mortos depois do duelo com Elias (1Rs 18.19, 40; 1 Rs 19.1), se os profetas de Aserá estivessem juntos com os profetas de Baal, eles também seriam mortos (Fonte: Revista Digital Cristão Alerta – SAIBA MAIS AQUI)

SÍNTESE DO TÓPICO II
Quando exercitamos a nossa fé e confiança no Senhor, Ele responde nossas orações e nos livra de qualquer adversidade.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“Elias rapidamente obtém do seu Deus uma resposta por fogo. Os profetas de Baal são forçados a desistir de sua causa e, agora, é a vez de Elias apresentar a sua. Vejamos se ele se dá bem:
Ele reparou o altar.

Ele jamais usaria o deles, que tinha sido contaminado com as orações a Baal, mas, encontrando em ruínas um altar ali, que anteriormente tinha sido usado no culto ao Senhor, ele escolheu reparar aquele (v.30) para insinuar a eles que ele não estava ali para introduzir nenhuma nova religião, mas reviver a fé e a adoração ao Deus de seus pais e convertê-los ao primeiro amor que tiveram e às primeiras obras que praticaram. Ele não podia levá-los ao altar em Jerusalém a menos que pudesse unir dos dois reinos novamente (o que, para a correção de ambos, Deus determinou que agora isso não devia ser feito), por isso, pela sua autoridade profética, ele constrói um altar no monte Carmelo e assim reconhece aquele que anteriormente tinha sido edificado ali. […]

Então ele solenemente dirigiu-se a Deus em oração diante do seu altar, suplicando-lhe humildemente: lembre-se de todas as suas ofertas e aceite os teus holocaustos (Sl 20.3), e parta comprovar a sua aceitação dela. A sua oração não foi longa, pois ele não usou vãs repetições nem pensou que por muito falar seria ouvido; mas ela foi muito séria e serena, e mostrou que a sua mente estava calma e tranquila, e longe do ardor e das desordens em que se encontravam os profetas de Baal (vv. 36,37). Embora ele não estivesse no lugar designado, escolheu a hora prescrita da oferta de manjares, para testificar com isso sua comunhão com o altar em Jerusalém. Embora ele esperasse uma resposta por fogo, ainda assim aproximou-se do altar com coragem, e não temeu aquele fogo” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento: Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.519,20).

III. ELIAS EM HOREBE
1. Os feitos e a exaustão do profeta. Elias chegou à exaustão diante de tantos embates que enfrentou para fazer o povo de Deus retornar ao caminho (1 Rs 19.5). Isso mostra que até mesmo os crentes mais fiéis podem vir a sofrer depressão e desânimo na sua caminhada, mesmo depois de serem usados pelo Senhor de forma extraordinária, como foi Elias.

Isso significa que aqueles que ascendem em posição na obra de Deus também podem descer em proporções iguais. Vejamos os grandes feitos de Elias em sequência: conseguiu reunir o povo no Carmelo através de Acabe, seu inimigo; fez descer fogo do céu no altar molhado; fez o povo, mesmo em rebeldia, se dobrar diante do Senhor; eliminou cerca de 850 profetas de Baal e Aserá, que recebiam apoio do rei; fez chover após grande período de seca; correu mais depressa que a carruagem de Acabe; e foi sustentado por um anjo.

2. O pedido para morrer. A despeito das portentosas obras que fez, Elias foi terrivelmente perseguido e ameaçado por Jezabel, a rainha. A opressão foi tanta que o profeta, tomado de um sentimento de autopiedade, mesmo fugindo para não morrer, desejou a morte em seu íntimo (1 Rs 19.4). Por isso, a Bíblia afirma que “Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós” (Tg 5.17).

3. A resposta de Deus. Deus interveio de forma miraculosa, enviando até Elias um anjo que lhe trouxe pão e água, tirando-o daquela situação de intenso desânimo (1 Rs 19.5-7). Nisto depreendemos que a comunhão e a palavra estavam à disposição do profeta. A partir de então, ele se deixou levar pelo mover de Deus através do vento, do terremoto, do fogo, da voz mansa e delicada (1 Rs 19.11,12). Elias teve oportunidade de confessar seu estado de desespero, e Deus lhe deu novos sentidos para continuar seu ministério: ungir Hazael como rei da Síria, Jeú como rei de Israel e Eliseu para lhe suceder como profeta (1 Rs 19.15,16).

SÍNTESE DO TÓPICO III
Deus compreende nossos momentos de desânimo e fadiga, pois eles fazem parte da nossa humanidade.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
“O compromisso sincero de Elias com Deus nos choca e nos incentiva. Ele foi enviado para confrontar — não consolar. E Elias pronunciou as palavras de Deus a um rei que, muitas vezes, rejeitava a mensagem simplesmente porque Elias a trazia. Elias decidiu exercer seu ministério apenas para Deus e pagou por essa decisão, sendo isolado de outras pessoas que também eram fiéis a Deus.”

Para que seus alunos reflitam melhor sobre quem foi Elias e como desenvolveu seu ministério profético, peça a eles que relacionem no quadro as “Qualidades e Realizações” do profeta Elias, conforme o modelo abaixo. Atenção! Somente mostre o resultado depois que eles cumprirem a tarefa.

QUALIDADES E REALIZAÇÕES
• Foi o mais famoso e dramático profeta de Israel.
• Predisse o princípio e o fim de uma seca de três anos.
• Foi usado por Deus para ressuscitar um filho morto e devolvê-lo à sua mãe.
• Representou Deus em uma disputa com sacerdotes de Baal e Aserá.
• Estava com Moisés no episódio da transfiguração de Jesus no Novo Testamento.
(Extraído e adaptado da Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p.733).

CONCLUSÃO
A vida de Elias é um grande exemplo para todo crente que fielmente serve ao Senhor. Ainda que à sua volta quase todos estejam contaminados pela idolatria e toda forma de injustiça, o cristão não pode perder o ânimo e a vontade de lutar pela causa do Senhor. Elias é exemplo do cuidado e da fidelidade de Deus quando o crente fiel decide seguir o que a Palavra de Deus ensina e não aquilo que a maioria acha que está certo.

PARA REFLETIR
A respeito de “Elias e os Profetas de Aserá e Baal”, responda:

1. Qual foi o desafio lançado por Elias aos profetas de Baal?
“O deus que responder por fogo esse será Deus” (1 Rs 18.24b).

2. O que motivou Elias a desafiar os profetas de Baal?
Mostrar ao povo de Israel que Ele era, sempre foi, e sempre será o único Deus verdadeiro, a quem deveria servir.

3. Qual foi a primeira providência de Elias nos preparativos para a descida do fogo divino?
A primeira coisa que Elias fez foi reparar o altar do Senhor, que estava quebrado.

4. Qual foi o desejo de Deus para o seu povo?
O desejo de Deus era que seu povo se voltasse para Ele através daquela demonstração de poder.

5. Que exemplo a vida de Elias nos deixou?
A vida de Elias é um exemplo do cuidado e da fidelidade de Deus quando o crente fiel decide seguir o que a Palavra de Deus ensina e não o que a maioria acha que está certo.






14/07/2021

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12/07/2021

Acabe e o Profeta Elias



EBD - Acabe e o profeta Elias


Texto Áureo 
“Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda o conserto e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos”. (Dt 7.9) 

VERDADE PRÁTICA 
Deus é pai de amor, bondade e misericórdia abundantes, contudo, todo pecado e desobediência ao Senhor trazem consequências inevitáveis à vida humana. 

LEITURA DIÁRIA  
  • Segunda – Sl 31.19 As bondades do Senhor são inesgotáveis para os que o temem.
  • Terça – Êx 33.19 Misericórdia é um atributo que pertence a Deus.
  • Quarta – Jó 4.8 Tudo o que é semeado será colhido na mesma proporção.
  • Quinta – Sl 23.6 A misericórdia e a bondade de Deus acompanham o ser humano por toda vida.
  • Sexta – 1 Pe 1.14 Os filhos de Deus devem ser obedientes e abandonar o mau caminho.
  • Sábado – Dt 5.29 O desejo do Senhor é que seus filhos sejam obedientes continuamente.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Reis 16.29,30; 17.1-7; 18.17-21
1 Reis 16
29 – E Acabe, filho de Onri, começou a reinar sobre Israel no ano trigésimo oitavo de Asa, rei de Judá; e reinou Acabe, filho de Onri, sobre Israel em Samaria, vinte e dois anos.
30 – E fez Acabe, filho de Onri, o que era mal aos olhos do SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele.
1 Reis 17
1 – Então, Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra.
2 – Depois, veio a ele a palavra do SENHOR, dizendo:
3 – Vai-te daqui, e vira-te para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão.
4 – E há de ser que beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem.
5 – Foi, pois, e fez conforme a palavra do SENHOR, porque foi e habitou junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão.
6 – E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, como também pão e carne à noite; e bebia do ribeiro.
7 – E sucedeu que, passados dias, o ribeiro se secou, porque não tinha havido chuva na terra.
1 Reis 18
17 – E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe Acabe: És tu o perturbador de Israel?
18 – Então, disse ele: Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do SENHOR e seguistes os baalins.
19 – Agora, pois, envia, ajunta a mim todo o Israel no monte Carmelo, como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas de Asera, que comem da mesa de Jezabel.
20 – Então, enviou Acabe os mensageiros a todos os filhos de Israel e ajuntou os profetas no monte Carmelo.
21 – Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o. Porém o povo lhe não respondeu nada.

OBJETIVO GERAL
Asseverar que todo pecado gera uma consequência

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1 Apresentar a perversidade de Acabe e Jezabel;
2 Demonstrar o cuidado de Deus para com os seus filhos;
3 Registrar a aridez espiritual do rei Acabe.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
O profeta Elias apareceu em um período crítico da história de Israel. Época em que Acabe, influenciado por Jezabel, sua maléfica esposa, fez de tudo para eliminar a adoração a Javé em Israel. Mas o próprio Deus, usando o profeta Elias, entrou no conflito e decisivamente derrotou os deuses pagãos, trazendo o povo de volta à verdadeira fé. Em tempos de apostasia, quando imperam a rebeldia insolente e a dureza de coração contra os mandamentos do Senhor, o Todo-poderoso sempre envia seus profetas para combater o sistema religioso corrupto e proclamar o autêntico sentido e o propósito do seu reino (1 Rs 17.1).

INTRODUÇÃO
Acabe foi um dos mais perversos reis de Israel. Durante seu reinado, ele permitiu que seus terríveis pecados o desviassem completamente dos mandamentos sagrados e do temor a Deus (1 Rs 16.30). Além da desobediência já instalada em seu coração, casou-se com a ímpia Jezabel, que o induziu aos caminhos de morte (1 Rs 16.31). Suas más ações provocaram uma grande seca em Israel, episódio que, mais tarde, o colocou frente a frente com o profeta Elias (1 Rs 17.1).

PONTO CENTRAL
É essencial estar em alerta diante dos chamados de Deus ao arrependimento.

I – O CASAMENTO DE ACABE COM JEZABEL
1. Consequências de escolhas erradas. Acabe induziu o povo a se aprofundar no pecado da idolatria de maneira bem mais intensa que os reis que o antecederam. Além disso, cometeu o crasso erro de se casar com uma princesa do reino de Sidom, chamada Jezabel. Essa mulher era devota de Baal e Aserá, dois deuses adorados pelas nações vizinhas de Israel (1 Rs 16.31; 18.19). Essa princesa dos sidônios incitou tanto a maldade em Acabe que ele chegou ao ponto de se vender para fazer o que era mau aos olhos do Senhor (1 Rs 21.25).
2. A rainha perversa. Dentre tantas perversidades, Jezabel destruiu os profetas do Senhor (1 Rs 18.4), ameaçou a vida de Elias (1 Rs 19.2), ordenou injustamente a morte de Nabote para satisfazer a ganância do marido (1 Rs 21.10), e ainda praticou a prostituição e a feitiçaria (2 Rs 9.22).

O trágico fim de Jezabel foi profetizado por Elias. O homem de Deus disse que ela não seria sepultada, mas que os cães a devorariam, pois sua maldade e abominação contrariaram a justiça divina (1 Rs 21.23-27). Deus é misericordioso, mas julga com rigor àqueles que insistem em permanecer na prática do mal.

SÍNTESE DO TÓPICO I
Deus é rico em misericórdia, porém, pode ser impiedoso contra aqueles que perseveram em se manter na prática do mal.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Relacione na lousa as várias formas de idolatria discriminadas abaixo. A seguir, leia com seus alunos as referências indicadas, não esquecendo de estabelecer as diferenças entre os falsos deuses reverenciados por Israel no passado e os ídolos condenados pelos apóstolos no Novo Testamento, como a cobiça e a glutonaria. Deixe claro para seus alunos que, independente da forma e motivos, a idolatria é odiosa e abominável ao Senhor.

FORMAS DE IDOLATRIA NA BÍBLIA
a) A adoração a imagens (Is 44.17).
b) O oferecimento de sacrifícios a imagens (Sl 106.38).
c) A adoração a deuses falsos (Dt 30.17; Sl 81.9).
d) O serviço prestado a outros deuses (Dt 7.4).
e) O temor a outros deuses (2 Rs 17.35).
f) A adoração ao verdadeiro Deus, mas por meio de alguma imagem (Êx 32.46; Sl 10.6,18,20).
g) A adoração a demônios (Mt 4.8,10; 1 Co 10.20).
h) Manter ídolos no próprio coração (Ez 14.3,4).
i) A adoração aos espíritos dos mortos (Sl 106.28).
j) A cobiça (Ef 5.5; Cl 3.5).
k) A sensualidade (Fp 3.19).

II – ELIAS PREVÊ A GRANDE SECA
1. A intervenção divina. Em razão de sua idolatria e atrocidades, Acabe é considerado o pior rei de todo o Israel (1 Rs 16.33). Por causa de seus atos perversos e pecaminosos, o profeta Elias, em obediência a Deus, confrontou esse rei e lhe deu a sentença de que não mais haveria chuva, a não ser pela palavra do profeta, dada por Deus (1 Rs 17.1). Com a seca veio a fome, porém, nem mesmo diante de tal situação Acabe se arrependeu dos seus pecados diante de Deus.

2. O preço da obediência a Deus. O episódio da seca em Israel demonstra que todo homem e mulher de Deus precisam ter fé e coragem para enfrentar os resultados de sua obediência ao Senhor. No caso de Elias, ele teve de enfrentar as dificuldades da falta d’água e alimento e, mais tarde, fugir de Acabe e Jezabel, que o ameaçaram de morte (1 Rs 19.2). Entretanto, apesar das dificuldades pelas quais passou o profeta, a bondade e o cuidado de Deus o acompanharam, pois foi alimentado por corvos com pão e carne duas vezes ao dia (1 Rs 17.6). E, quando a água do ribeiro de Querite secou, o Senhor mais uma vez o sustentou usando a viúva de Sarepta (1 Rs 17.9).

3. Deus sempre cuida dos seus filhos. Na casa da viúva, Elias realizou o milagre da multiplicação da farinha e do azeite. A mulher argumentou que dispunha apenas de uma pequena quantidade desses ingredientes para alimentar a si e ao seu filho. Mesmo diante desse triste cenário, o profeta pediu que ela fizesse primeiro um bolo para ele. A viúva obedeceu a ordem de Elias e lhe preparou a comida. A partir daí, pela palavra do Senhor, nada faltou para aquela família até o fim da seca (1 Rs 17.14). Essa história nos mostra o quanto Deus cuida dos que proferem a sua verdade, e defende a causa do órfão e da viúva (Dt 10.17,18; 24.21; 26.12; Sl 68.5; 146.9).

SÍNTESE DO TÓPICO II
O Senhor sempre cuida de seus filhos. Não importa quão difícil seja o caminho, Deus suprirá todas as suas necessidades.

CONHEÇA MAIS
“À semelhança de Melquisedeque, Elias aparece no texto bíblico sem qualquer menção a pai, mãe ou árvore genea1ógica. Sem qualquer menção concernente à sua chamada ou passado, ele [Elias] emerge subitamente da cidade de Tisbe de Gileade com a missão de enfrentar a corrente do baalismo fenício que ameaçava varrer completamente a religião javista, ou seja, o culto a Yahweh, do Reino do Norte. O nome de Elias significava ‘Yahweh é Deus’. Mesmo que ele fosse designado como ‘Profeta’, a expressão que se emprega com mais frequência para descrevê-lo é a de ‘homem de Deus.” Para saber mais leia: Introdução ao estudo do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, p.245.

III – O ENCONTRO DE ELIAS COM ACABE
1. Um coração endurecido. A idolatria e a insistente desobediência do rei de Israel provocaram, da parte de Deus, uma grande seca que durou muito tempo (1 Rs 17.1). A total falta de discernimento espiritual para perceber o que Deus estava fazendo através Elias, e a impossibilidade de se arrepender, mesmo com todas as evidências de que ele era o culpado de todos os males que estavam acontecendo (1 Rs 18.17,18), fizeram com que consequências ainda mais graves viessem sobre a nação.

A primeira palavra que o rei dirigiu a Elias foi de acusação: “És tu o perturbador de Israel?” (1 Rs 18.17b). Seu coração estava tão endurecido em razão da recorrência do pecado, que não havia mais jeito de ele voltar atrás e rever seu deplorável estado espiritual.

2. A sequidão espiritual do rei. Sempre que alguém se torna um contumaz pecador, de modo a não mais discernir os intentos do próprio coração, como aconteceu a Acabe, algo muito grave acontece: a sequidão espiritual. O pior é que não somente o apóstata sofre as consequências disso, mas todas as pessoas que dependem dele (1 Rs 17.1).

SÍNTESE DO TÓPICO III
A seca espiritual nos sobrevém quando atingimos o ápice da falta de comunhão com Deus.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“17.1 – NEM ORVALHO NEM CHUVA HAVERÁ.
Elias, na qualidade de mensageiro de Deus, pronunciou uma palavra de juízo da parte do Senhor contra a nação rebelde de Israel. Deus ia reter a chuva durante três anos e meio (cf. Dt 11.13-17). Esse juízo humilhava Baal, pois seus adoradores criam que ele controlava a chuva e que era responsável pela abundância nas colheitas. O NT declara que essa seca em Israel resultou das ferventes orações de Elias (Tg 5.17)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.550).

CONCLUSÃO
Apesar da grande misericórdia de Deus sobre o rei Acabe, permitindo que o profeta Elias o exortasse a retornar aos caminhos do Senhor, ele acabou levando seu reino à ruína. Não podemos permitir que a ignorância e a sequidão espiritual nos atinjam. Para isso, precisamos estar atentos à convocação divina ao arrependimento.

PARA REFLETIR
A respeito de “Acabe e o Profeta Elias”, responda:

1. Por que o rei Acabe é considerado um dos mais perversos reis de Israel?
Por conta de suas atrocidades, e por permitir que seus terríveis pecados o desviassem completamente dos mandamentos sagrados e do temor a Deus.

2. Quais perversidades foram praticadas por Jezabel?
Destruiu os profetas do Senhor (1 Rs 18.4), ameaçou a vida de Elias (1 Rs 19.2), ordenou injustamente a morte de Nabote (1 Rs 21.10), e praticou a prostituição e a feitiçaria (2 Rs 9.22).

3. O que a história da viúva de Sarepta nos ensina?
Essa história nos mostra o quanto Deus cuida dos que proferem a sua verdade, e defende a causa do órfão e da viúva (Dt 10.17-18; 24.21;26.12; Sl 68.5;146.9).

4. Qual foi a consequência da idolatria e da insistente desobediência do rei de Israel?
Deus enviou uma grande seca que durou muito tempo (1 Rs 17.1).

5. O que acontece quando alguém se torna um pecador contumaz?
A sequidão espiritual.

Fonte: escola-ebd.com.br

04/07/2021

A salvação nas várias religiões existentes no mundo


A salvação nas várias religiões


Definição da palavra religião

O termo em português vem do latim religare, e significa “religar”, “atar”.

Tentativas de definição
  1. Religião é um determinado sistema de ideias, de fé e de culto.
  2. Religião consiste em crenças e práticas organizadas, formando um sistema individual ou coletivo, por meio do qual uma pessoa ou um grupo de pessoas é influenciado.
  3. Religião é uma instituição com um corpo autorizado de comungantes, que se reúnem regularmente com o propósito de adoração, aceitando um conjunto de doutrinas que relaciona o indivíduo com aquilo que é considerado a essência da realidade.
  4. Religião é tudo aquilo que ocupa o tempo e a devoção de alguém.
  5. Religião é algo que envolve a piedade humana e a auto justificação, independente de qualquer revelação divina (não permite que a fé cristã seja considerada uma religião).
Religiões: monoteístas e politeístas
Monoteísmo : crença na existência de um único Deus.
Politeísmo : crença na existência de vários deuses.

O monoteísmo original
A Bíblia apresenta a raça humana, em sua origem, crendo em um único Deus. A idolatria politeísta é um desvio posterior. Isto vai de encontro direto à teoria moderna de que a ideia de um único Deus desenvolveu-se gradativa e ascendentemente do animismo. O ponto de vista da Bíblia foi confirmado pela arqueologia. 

O Dr. Stephen Langdon, da Universidade de Oxford, descobriu que as mais primitivas inscrições babilónicas sugerem que a primeira religião do homem consistia na crença de um único Deus, mas houve um desvio rápido para o politeísmo e a idolatria.

A salvação
A palavra latina que originou o termo português “salvar” é salvare, que pode se referir a qualquer tipo de salvamento, livramento, etc. Salvus significa “seguro”, “a salvo”, “não prejudicado”, “ileso”, “livre”.
Em seu sentido teológico, a palavra salvar significa “tirar de algum perigo ou mal” (incluindo o juízo final), concedendo, ao mesmo tempo, a provisão de bem-estar espiritual, definido de muitos modos nos vários sistemas religiosos.

Usualmente, a salvação é associada a um estado futuro, a uma existência além-túmulo em um lugar de eterna bem-aventurança, mas em muitos sistemas religiosos este conceito é contrastado com um estado de julgamento e miséria.

O termo hebraico yeshua, que indica “largueza”, “facilidade”, “segurança”, se aproxima sobremaneira do sentido da palavra salvação como a conhecemos em português e pode ser usado e aplicado em vários contextos. O vocábulo grego correspondente à salvação é sotería, que envolve a ideia de “cura”, “recuperação”, “remédio”, “salvamento”, “redenção”, “bem-estar”. No Novo Testamento, é usado para indicar “livramento da condenação”, tendo em vista um aspecto escatológico que se inicia na vida presente e é considerado a partir de diferentes ângulos e significados.

Diferentes interpretações

Religiões animistas
É provável que a forma mais antiga de religião seja a animista. Isto é, a crença na continuidade do espírito humano, que pode voltar ao mundo para abençoar ou amaldiçoar, em companhia de vários espíritos que podem fazer a mesma coisa.

Geralmente, nas religiões animistas não há uma descrição exata quanto ao estado dos mortos. Além do conceito de que os mortos podem ajudar ou prejudicar os vivos, dizem que existe certo bem-estar associado à vida dos mortos bons, o que não deixa de ser uma espécie de visão primitiva da salvação.

Judaísmo
Segundo afirma essa religião, a busca por qualquer explicação a respeito da vida além-túmulo, no Pentateuco, é inútil. Não é mencionada nem como advertência àqueles que não observassem à lei, e muito menos como promessa de bem-estar depois da morte para os que agissem corretamente. Não há nenhum indício de que estava em vista a vida no além no texto de Deuteronômio 5.33, que promete vida longa e abençoada àqueles que observassem os mandamentos. 

Segundo Levítico 18.5, os homens viveriam por praticarem as ordenanças do Senhor. Esse texto de Levítico é citado em Romanos 10.5, no contexto da salvação, embora o apóstolo Paulo não afirme que a observância dos mandamentos envolva a promessa de vida eterna.

É evidente que Moisés não estava pensando na vida do além-túmulo. Não obstante, no judaísmo posterior (época em que foram escritos os Salmos e os Profetas), esses trechos do Pentateuco foram aplicados à vida no além. A despeito do que certos cristãos digam ao contrário, o judaísmo, porém, sempre foi um caminho de obras humanas, e a obediência à lei era o padrão absoluto dessas obras. 

Até mesmo no livro de Salmos e nos Profetas não há nenhuma descrição clara acerca do que está envolvido na vida além-túmulo, exceto que são prometidas a miséria para os pecadores e a felicidade para os justos. O Sheol torna-se, então, uma ameaça aos pecadores. E algum tipo de bem-aventurança, não bem definida, torna-se uma promessa feita aos justos. 

No Antigo Testamento, Daniel 12.2,3 é a mais clara passagem acerca do julgamento e da salvação. Diz o seguinte: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente”.

Budismo
A escola hinayana, do budismo, não ensina a existência (e muito menos a reencarnação) de uma verdadeira alma no homem. Antes, estados mentais passariam de uma entidade para outra, mas cada entidade deixaria de existir por ocasião da morte biológica. Apesar disso, seus pensadores postulavam uma espécie de salvação. Seria desejável que esses estados mentais desaparecessem totalmente (ou seja, se apagassem como se fossem chamas) e o nirvana (extinção total) viesse a dominar sobre tudo.

Para essa escola, o vazio absoluto seria a salvação. A paz total, com a cessação da existência, seria obtida mediante as obras. Inicialmente, obter-se-ia um estado budista (semelhança com Buda) e, depois, um vácuo, o nirvana. Já o budismo mahayana, em contrapartida, prometia aos seus seguidores genuína imortalidade e bem-aventurança, que podiam ser alcançadas pelos meios propostos pela escola hinayana.

A recompensa seria um céu verdadeiro, chamado nirvana, cuja definição não tem nada a ver com a da outra escola. A participação na natureza divina e na existência, de acordo com os moldes divinos, seria a salvação, atingida uma vez que cessasse o ciclo de renascimentos, ou reencarnações, mediante uma vida moral e correta.

Posteriormente, o budismo chegou a desenvolver uma doutrina de muitos céus e infernos, ensinando que a alma humana poderia habitar nesses lugares, embora pudesse retornar para ter outra encarnação. E, finalmente, uma vez declarada a necessidade da reencarnação, esferas de glória estariam à espera da alma.

Confucionismo
É, essencialmente, uma religião, tal como o judaísmo, mais antigo que o confucionismo. Essa religião crê na existência da alma, embora tenham ideias vagas acerca da existência no além.

Taoísmo
Possui uma noção diferente sobre o além. Seus conceitos sobre muitos céus e infernos são emprestados do budismo. Segundo afirma, o indivíduo venceria pelo quietismo, uma doutrina mística. Na terra, a grande busca por vida longa e riquezas materiais é uma constante. As boas obras são recomendadas. A confissão de pecado e a absolvição são doutrinas básicas. Difundem, ainda, como doutrina, a prática da retribuição do bem e do mal.

Hinduísmo
Apresenta, de um período histórico para outro, vários conceitos acerca da salvação. Para se ter uma ideia, o hinduísmo védico possuía noções nitidamente próprias a respeito de uma vida neste mundo, ainda que, de forma preliminar, acreditasse na existência da alma. E, segundo ensinava, a alma, após a morte física, poderia esperar o bem ou o mal. O bem, no entanto, só poderia ser obtido mediante sacrifícios.

O hinduísmo brâmane tornou-se bastante espiritualizado em seu caráter, prometendo a esperança de uma existência bem-aventurada no além para aqueles que pudessem desvencilhar-se dos ciclos da reencarnação, por meio de atos morais positivos e boas obras. O carma e a reencarnação são aspectos centrais nessa religião.

O hinduísmo filosófico ressalta a necessidade do indivíduo livrar-se dos ciclos da reencarnação, buscando o descanso e a alegria na outra vida.

O hinduísmo devocional (teísta) ensina sobre a vida eterna no céu, na presença de Deus. Nesse segmento do hinduísmo aparecem muitos céus e infernos. O indivíduo pode ir subindo de céu em céu até chegar a habitar na presença de Deus, a visão mais exaltada da salvação. A vereda para a glória consta, essencialmente, de fé, devoção, amor e prestação de serviço ao próximo.

Essa fé tem ramificações politeístas e a divindade, cuja presença deve ser buscada, é variavelmente escolhida. Principais divindades: Vishnu, Krishna, Rama, Siva e Kali, que também são objetos de adoração de muitas seitas.

Sikhismo
Defendem essencialmente as mesmas ideias advogadas pelo hinduísmo devocional (teísta). 

Jainismo

O jainismo é uma das religiões mais antigas da Índia, juntamente com o hinduísmo e o budismo, compartilhando com este último a ausência de um Deus como criador ou figura central da religião. A palavra jainismo tem as suas origens no verbo sânscrito jin que significa "conquistador". 

Foi uma espécie de movimento protestante dentro do hinduísmo. Ensinava como escapar dos ciclos da reencarnação, ou seja, da passagem do indivíduo por muitos céus e infernos, mas nenhum desses ciclos é permanente. Essa religião não é muito teísta. Se ali existem deuses, eles em nada ajudam os homens. A salvação é alcançada pelo esforço humano. O carma governa tudo. As três “joias” da fé religiosa são: fé correta, conhecimento correto e conduta correta. Doutrinas importantes: ascetismo e pacifismo.

Zoroastrismo
Como religião, sempre se afastou do secularismo. E isso foi se acentuando com o passar do tempo. Deus é visto como um ser correto, que exige retribuição e recompensa. Os maus serão punidos e os bons, recompensados. A salvação é obtida pelas boas obras. A ênfase recai sobre bons pensamentos e boas obras— até que o indivíduo colha aquilo que semeou de bom ou de mau. No zoroastrismo posterior foi concebido um personagem, Soashyant, o “salvador”, a fim de ajudar os homens a obter a salvação.

Islamismo
Fez muitos empréstimos doutrinários, tanto do judaísmo quanto do cristianismo. Um dos conceitos básicos dessa fé é escapar do julgamento de Alá, um juízo que consiste em chamas eternas. A salvação depende das boas obras, da conformidade com a fé religiosa islâmica, da realização de suas provisões, dos ritos especiais, etc.

A crença também é importante para a salvação: crê em um monoteísmo absoluto, tendo Maomé como o profeta de Alá, o autor do Alcorão. Contudo, a salvação depende de uma eleição feita por Alá. Os eleitos, portanto, agirão como bons muçulmanos. Na seita Shira do islamismo, a salvação é enfatizada por meio da fé. O “após-vida” (na salvação) é um lugar agradável, com prazeres, lazer e bem-estar.

Salvação no cristianismo

A salvação é descrita na Bíblia como o caminho, ou a estrada da vida, para a comunhão eterna com Deus no céu (Mt 7.14; Mc 12.14; Jo 14.6; At 9.2; 16.17; Hb 10.20; 2Pe 2.21). Este caminho, que é a salvação, deve ser percorrido até o fim. Enfatizando: como a salvação pode ser descrita como um caminho, este caminho possui dois lados e três etapas:

O único caminho da salvação
Cristo é o único caminho para ir ao Pai(Jol4.6;At4.12).A salvação nos é concedida pela graça de Deus, manifesta em Cristo Jesus (Jo 3.16). Jesus Cristo é quem intercede pelos salvos (Hb 7.25).

Os dois lados da salvação
A salvação é recebida gratuitamente, por meio da fé em Cristo (Rm 3.22,24,25,28). É o resultado da graça (favor não merecido) de Deus (Jo 1.16) e da obediência do homem à fé (At 16.31; Rm l.l7; Ef 1.15; 2.8).

As três etapas da salvação
  1. A etapa passada inclui a experiência pessoal, pela qual nós, os crentes, recebemos o perdão dos nossos pecados (At 10.43; Rm 4.6-8) e passamos da morte espiritual para a vida espiritual (1 Jo 3.14); do poder do pecado para o poder do Senhor (Rm 6.17-23); do domínio de Satanás para o domínio de Deus (At 26.18). A salvação nos leva a um novo relacionamento pessoal com Deus (Jo 1.12) e nos livra da condenação do pecado (Rm 1.16; 6.23; ICo 1.18).
  2. A etapa presente nos livra do hábito e do domínio do pecado e nos enche do Espírito Santo. E abrange: o privilégio de um relacionamento pessoal com Deus, como nosso Pai, e com Jesus, como nosso Senhor e Salvador (Mt 6.9; Jo 14.18-23), a conclamação para nos considerarmos mortos para o pecado (Rm 6.1 -14) e para nos submetermos à direção do Espírito Santo (Rm 8.1-16) e da Palavra de Deus(Jo8.14-31;14.21;2 Tm 3.15,16), o convite para sermos cheios do Espírito Santo e a ordem para que permaneçamos cheios (At 2.33-39; Ef 5.18), a exigência para nos separarmos do pecado e da presente geração perversa (At 2.40; 2Co6.17) e, por fim, a chamada para travarmos uma batalha constante em prol do reino de Deus contra Satanás e suas hostes demoníacas (2Co 1.5; Ef 6.11,16; 1 Pe 5.8).
  3. A etapa futura (Rm 13.11,12; lTs5.8,9; IPe 1.5)abrange: nosso livramento da ira vindoura de Deus (Rm 5.9; ICo 3.15; lTs 1.10; 5.9), nossa participação na glória divina (Rm 8.29, 2Ts 2.13,14) e nossos galardões, que havemos de receber como vencedores fiéis (Ap 2.7).
Fonte: Bíblia Apologética ICP

03/07/2021

A Ascensão de Salomão e a Construção do Templo



A Ascensão de Salomão e a Construção do Templo


04 de Julho de 2021 

Adultos 3º Trimestre de 2021 

TEXTO ÁUREO 
“E não podiam ter-se em pé os sacerdotes para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor enchera a Casa do Senhor.” (1 Rs 8.11) 

VERDADE PRÁTICA 
O pedido de sabedoria feito por Salomão a Deus aponta para a maturidade espiritual que Deus deseja para seus filhos. 

LEITURA DIÁRIA 
Segunda – Tg 1.5 Deus concede sabedoria àqueles que pedem.
Terça – Pv 2.6 A sabedoria provém do Senhor.
Quarta – Sl 37.30 O homem justo profere palavras sábias.
Quinta – Cl 4.5 Falar com sabedoria produz melhores relacionamentos.
Sexta – Tg 4.6 Deus não compactua com os orgulhosos.
Sábado – Pv 29.23 A pessoa que se afasta do orgulho será honrada.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1Reis 4.29-34;6.1,11-14
1 Reis 4
29 – E deu Deus a Salomão sabedoria, e muitíssimo entendimento, e largueza de coração, como a areia que está na praia do mar.
30 – E era a sabedoria de Salomão maior do que a sabedoria de todos os do Oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios.
31 – E era ele ainda mais sábio do que todos os homens, e do que Etã, ezraíta, e do que Hemã, e Calcol, e Darda, filhos de Maol; e correu o seu nome por todas as nações em redor.
32 – E disse três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco.
33 – Também falou das árvores, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que nasce na parede; também falou dos animais, e das aves, e dos répteis, e dos peixes.
34 – E vinham de todos os povos a ouvir a sabedoria de Salomão e de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria.
1 Reis 6
1 – E sucedeu que, no ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito, no ano quarto do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de zive (este é o mês segundo), Salomão começou a edificar a Casa do Senhor.
11 – Então, veio a palavra do Senhor a Salomão, dizendo:
12 – Quanto a esta casa que tu edificas, se andares nos meus estatutos, e fizeres os meus juízos, e guardares todos os meus mandamentos, andando neles, confirmarei para contigo a minha palavra, a qual falei a Davi, teu pai;
13- e habitarei no meio dos filhos de Israel e não desampararei o meu povo de Israel.
14 – Assim edificou Salomão aquela casa e a aperfeiçoou.

HINOS SUGERIDOS: 141, 303, 432 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL
Expor a necessidade de permanecer em comunhão com Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

1 Evidenciar as virtudes de Salomão;
2 Destacar o comportamento orgulhoso de Salomão no fim de sua vida;
3 Apontar os feitos de Salomão.

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Comece a aula perguntado a seus alunos qual a diferença entre inteligência e sabedoria. Sabedoria é uma habilidade ou uma virtude? Deixe a turma debater por algum tempo sobre a distinção desses dois termos antes de iniciar a introdução da aula propriamente. É importante também debater sobre a relação entre sabedoria e astúcia ou esperteza. Uma pessoa astuta pode ser considerada sábia? Que relação tem a sabedoria de Salomão com a prosperidade de Israel sob seu governo?

A seguir, encaminhe seus alunos para a conclusão demonstrando que, enquanto o conhecimento representa as nossas experiências e aprendizagens adquiridas do mundo exterior, a sabedoria, especialmente a proveniente de Deus, nos dá a condição de transformarmos estes conhecimentos em prática de vida, a fim de mantermos o equilíbrio, a coesão e a justiça.

Não deixe de apresentar o comentarista da lição. Trata-se do pastor Claiton Pommerening, doutor e mestre em Teologia; membro do Conselho Geral da RAE – Rede Assembleiana de Ensino; autor de obras editadas pela CPAD; diretor da Faculdade Refidim e do Colégio CEEDUC (Joinville – SC); editor executivo da revista REPAS/CEC/CGADB; pastor auxiliar na Assembleia de Deus em Joinville (SC).

PONTO CENTRAL
O que pedimos ao Senhor deve ser refletido em toda a nossa vida.

INTRODUÇÃO
Por amor ao rei Davi, Deus permitiu que Salomão estabelecesse um reino sólido, próspero, justo, cheio de glória e poder. Foi durante o reinado de Salomão que Israel atingiu seu apogeu na história. Entretanto, mesmo diante de toda essa grandeza, promovida por sua sabedoria, esse destacado monarca se deixou levar por interesses políticos e desejos pecaminosos.

I – A SABEDORIA DE SALOMÃO
1. A virtude de Salomão. Antes mesmo de receber a sabedoria como um dom divino, Salomão já apresentava alguns traços dessa virtude, pois ao ser inquirido por Deus quanto a qualquer pedido que quisesse lhe fazer (1 Rs 3.5), o grande rei escolhera a sabedoria, do que se depreende o quanto já era sábio. Ora, se fosse ganancioso pediria dinheiro, se fosse orgulhoso pediria glória, fosse vaidoso pediria muitos dias de vida, se fosse vingativo pediria a morte dos inimigos (1 Rs 3.11,13; 2 Cr 1.10). Mas, de que adiantariam todas essas coisas se lhe faltasse a sabedoria? Salomão teve um elevado senso de prioridade ao pedir a Deus a coisa certa.

2. O sábio pede sabedoria. Ao pedir sabedoria, Salomão se mostrou um homem humilde, e isso pode ser constatado em uma das respostas que deu ao Senhor: “sou ainda menino pequeno, não sei como sair, nem como entrar” (1 Rs 3.7b). Significa que ele tinha plena consciência da grandeza de sua tarefa (1 Rs 3.8), não permitindo que a imponência do seu reinado lhe conduzisse à prepotência. Ao contrário, demonstrou profundo autoconhecimento, o que é peculiar a toda pessoa sábia.

3. A sabedoria na prática de vida. Tiago escreveu em sua epístola que existe uma falsa sabedoria que se evidencia pela inveja e sentimento faccioso. Essa sabedoria não vem de Deus, mas é terrena, animal e diabólica (Tg 3.15). É fruto de ciúme, divisionismo, perturbação e obras perversas (Tg 3.16). No entanto, o apóstolo asseverou que se alguém não tem sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente (Tg 1.5). As características desta virtude que vem do alto são: a pureza, a pacificação, a prudência, a benevolência, a misericórdia, os bons frutos, a imparcialidade e a sinceridade (Tg 3.17).

SÍNTESE DO TÓPICO I
A virtude deve ser uma marca do cristão autêntico. A partir de uma vida virtuosa, os filhos de Deus serão abençoados em tudo o que fizerem.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
A tragédia da vida de Salomão não foi uma catástrofe pessoal repentina, mas a diminuição gradual de sua completa devoção a Deus. Isto está relacionado com os interesses das suas “muitas esposas”, que no final resultaram em sua própria adoração idolátrica. Ele trilhou o repetido caminho para longe de Deus: o conhecimento do coração tornou-se somente um entendimento da mente, e o conhecimento da mente, no final, deu lugar à apostasia total.

Pergunte a seus alunos se a sabedoria, ou um conhecimento cultivado de Deus, é garantia de lealdade contínua ao Senhor. Promova um pequeno debate sobre o assunto, e peça a eles que procurem na Bíblia outros exemplos semelhantes.

II – A CONSOLIDAÇÃO DO PODER
1. A glória do reino de Salomão. O reinado de Salomão não apenas se tornou amplo em termos territoriais, mas foi firmado e estabelecido em paz e justiça (1 Rs 4.24).
 
O povo de Judá e Israel tinha tanta fartura e vivia em tão boas condições que podia até festejar e se alegrar (1 Rs 4.20). Todos os governos, quando administrados sob essas premissas, se tornam duradouros trazendo ao povo paz e segurança (1 Rs 4.25a).

2. O orgulho precede a ruína. Infelizmente, até mesmo os homens mais sábios estão sujeitos à queda quando deixam de temer a Deus e entram por caminhos tortuosos. Os desvios de Salomão foram chegando aos poucos, à medida que fazia pequenas concessões em seu coração e estabelecia acordos e conchavos políticos que deterioraram sorrateiramente seus valores espirituais (1 Rs 11.1,2). Salomão enganou a si mesmo pela ganância e pela sede de poder que deixou invadir seu coração. Todavia, é importante destacar que isso não aconteceu no início do seu reinado (1 Rs 11.4-6). Essa degradação de valores começou conforme Salomão permitia que pequenos desvios assumissem proporções gigantescas.

SÍNTESE DO TÓPICO II
Devemos ter cuidado com as concessões que fazemos, pois uma vida de entrega ao pecado começa com pequenos deslizes.

SUBSÍDIO DEVOCIONAL
“2 Cr 1.11,12 – Salomão poderia pedir qualquer coisa, porém pediu sabedoria para governar a nação. Pelo fato de Deus ter aprovado a forma como o rei definiu suas prioridades, deu-lhe também prosperidade, riquezas e honra. Jesus também falou a respeito de prioridades. Ele disse que quando colocamos Deus em primeiro lugar, tudo aquilo que realmente necessitamos também nos é concedido (Mt 6.33). 

Embora isso não seja uma garantia de que seremos tão ricos e famosos como Salomão, ao colocarmos Deus em primeiro lugar, a sabedoria que dEle recebermos nos permitirá gozar uma vida ricamente gratificante. Quando temos o propósito de viver e aprender a contentar-nos com o que temos, alcançaremos uma riqueza tal como jamais poderíamos ter imaginado.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.594-95).

III – A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO
1. O nobre propósito de Salomão.
O propósito de Salomão na construção do Templo foi muito nobre: “edificar uma casa ao nome do Senhor, meu Deus” (1 Rs 5.5). Nisso se percebe que havia pureza no coração do sábio rei de Israel nos primeiros anos de seu reinado. Na construção do Templo, foram empregados diversos materiais de altíssimo valor, tais como cedro do Líbano e muito ouro. 

Todo o Templo foi revestido de ouro. O Lugar Santíssimo teve as paredes, o teto e o piso revestidos de ouro puro (1 Rs 6.20-22). Salomão quis demonstrar seu imenso amor a Deus edificando-lhe uma morada de altíssima qualidade e excelência.

2. O templo do Espírito Santo. Essa visão de Deus centrada no templo é uma forte característica do Antigo Testamento, mas com a redenção do homem, efetuada por Cristo na cruz do Calvário, a morada de Deus passa a ser o próprio homem regenerado. E é nesse lugar que deve haver riqueza e beleza, porque o Espírito de Deus habita nele (1 Co 6.19).

CONHEÇA MAIS
“Ainda que jovem, Salomão não se deixou levar pelo desejo das riquezas ou de outras coisas que parecem agradáveis aos homens: preferia mais útil, mais excelente e mais digna da bondade e da liberalidade de Deus. 

[…] Deus ficou tão satisfeito com esse pedido, que depois de lhe ter concedido uma sabedoria extraordinária, como ninguém antes havia tido, seja príncipe ou particular, disse-lhe que não lhe concedia somente o que ele pedia, mas acrescentaria ainda as riquezas, a glória, a vitória sobre seus inimigos.” Para saber mais leia: História dos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 1990, p.198.

3. A glória do Senhor. A glória do Senhor se manifestou no Templo, depois de pronto, em duas ocasiões especiais: a primeira foi quando os sacerdotes levaram a Arca para o Lugar Santíssimo. A glória foi tanta que eles não puderam permanecer de pé para ministrar os serviços sagrados (1 Rs 8.11; 2 Cr 5.14). 

A alegria e o temor da presença de Deus fizeram Salomão proferir uma das mais belas orações da Bíblia (1 Rs 8.22-53; 2 Cr 6.14-42), que reconhece a grandeza, o senhorio, o poder, a misericórdia e o amor de Deus sobre todas as coisas. A segunda ocasião que a glória do Senhor se manifestou foi quando Deus respondeu a Salomão na inauguração do Templo (2 Cr 7.1-3). Desta vez, além da glória, desceu também fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios.

SÍNTESE DO TÓPICO III
Tudo o que fizermos em prol da obra do Senhor e para a sua Glória deve ser realizado com pureza de coração.

SUBSÍDIO HISTÓRICO
“Uma vez que Salomão obtinha um firme controle do reino, voltou-se para o extenso programa de construções, iniciando com a construção do templo. Davi já havia comprado a eira de Araúna – o local separado por Deus – e o rei ordenava que o terreno fosse totalmente limpo a fim de começar a obra. Ele também preparou os materiais da construção, particularmente blocos de pedras trabalhadas e metais preciosos, e fez acordos com os fenícios para o fornecimento de madeiras para construção. Tudo o que Salomão precisava fazer era reunir os materiais e construtores no mesmo local, e dar o início à obra.

Hirão foi informado de que tudo estava pronto, então começou o envio de madeiras para a construção, conforme havia prometido. Salomão enviou-lhe os gêneros alimentícios acordados e outros bens como forma de pagamento. Também foram convocados trinta mil cortadores de lenha para que mensalmente, em turnos de dez mil homens, fossem auxiliar os trabalhadores de Hirão no Líbano. Setenta mil carregadores foram destacados para o serviço, mais oito mil cortadores de pedras. Todos os trabalhadores foram supervisionados por três mil e trezentos homens que respondiam diretamente a Adonirão, o oficial encarregado dos trabalhadores forçados (1 Rs 5.13-18)” (MERRILL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.312).

CONCLUSÃO
Nunca houve na terra um homem com tanta sabedoria como Salomão, e que soubesse empregá-la com justiça e correção durante anos de reinado. Este grande rei de Israel, em seu governo, proporcionou ao povo de Deus um longo período de paz, harmonia e prosperidade. Ele usou sua sabedoria tanto para consolidar seu poder quanto para construir um majestoso Templo para morada e culto a Deus.

PARA REFLETIR
A respeito de “A Ascensão de Salomão e a Construção do Templo”, responda:

1 O que levou Salomão a pedir sabedoria a Deus?
Salomão tinha um elevado senso de prioridade.

2 Qual era a maior virtude de Salomão?
Sua sabedoria.

3 Quais são os dois tipos de sabedoria apresentados na Bíblia?
A falsa sabedoria que se evidencia pela inveja e sentimento faccioso, e a sabedoria que vem de Deus (Tg 3.14-17).

4 O que levou Salomão à ruína? E por quê?
Salomão começou a fazer pequenas concessões em seu coração e a estabelecer acordos e conchavos políticos que deterioraram sorrateiramente seus valores espirituais (1 Rs 11.1,2).

5 A partir da redenção do homem efetuada por Cristo no Calvário, qual o local de habitação do Espírito Santo?
O próprio homem regenerado (1Co 6.19).

Fonte: escola-ebd.com.br

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