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24/08/2021

Monarquia israelense - O Reinado de Joás


Monarquia israelense - O Reinado de Joás



Texto Áureo 
“Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao pescoço; escreve-as na tábua do teu coração e acharás graça e boa compreensão diante de Deus e dos homens.” (Pv 3.3-4) 

Verdade Prática 
Para ter uma vida de constante comunhão com Deus é necessário abandonar todo tipo de idolatria, e confiar nele inteiramente. 

Leitura diária  
Segunda – Pv 16.20-22 Quem confia no Senhor e aceita sua palavra, encontra vida.
Terça – Sl 1.1 Bem-aventurado é aquele que não ouve maus conselhos.
Quarta –1 Tm 6.11 O Senhor nos orienta a nos mantermos firmes na fé e na justiça.
Quinta – Pv 13.13 Há esperança para os que ouvem e obedecem aos sábios conselhos da Palavra.
Sexta – Rm 15.4 A Bíblia é a base para se manter a constância e a esperança.
Sábado – 2 Co 13.11 A unidade contribui para o amor e a paz.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Reis 11.1-3; 12.1-5,17-21

2 Reis 11
1- Vendo, pois, Atalia, mãe de Acazias, que seu filho era morto, levantou-se e destruiu toda a descendência real
2- Mas Jeoseba, filho do rei Jeorão, Irmã de Acazias, tomou a Jods, filho de Acazias, e o furtou dentre os filhos do rel aos quais matavam, e o pós, a ele e à sua ama, na recâmara, e o escondeu de Atalia, e assim não o mataram.
3- E Jeoseba o teve escondido na Casa de SENHOR seis anos; e Atalia reinava sobre a terra.
2 Reis 12
1- No ano sétimo de Jeù, começou a reinar Joás e quarenta anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Zíbia, de Berseba.
2- E fez Joás o que era reto aos olhos do SENHOR todos os dias em que o sacerdote Joiada o dirigia.
3- Tão-somente os altos se não tiraram; porque ainda o povo sacrificava e queimava incenso nos altos.
4-E disse Joás aos sacerdotes: Todo o dinheiro das coisas santas que se trouxer à Casa do SENHOR, a saber, o dinheiro daquele que passa o arrolamento, o dinheiro de cada uma das pessoas, segundo a sua avaliação, e todo o dinheiro que trouxer cada um voluntariamente para a Casa do SENHOR,
5- os sacerdotes o recebam, cada um dos seus conhecidos; e eles repararem as fendas do caso, segundo toda fenda que se achar nela.
17- Então, subiu Hazael, rei do Siriá, e pelejou contra Gate, e a tomou, depois, Hazael resolveu marchar contra Jerusalém.
18- Parem, Jods, rel de Judd, tomou todas as coisas santas que Josafá, Jeorão e Acazias, seus pais, reis de Judd, consagraram, como também todo o ouro que se achou nos tesouros da Casa do SENHOR e na casa do rei; e os mandou a Hazael, rei do Siriá; e este, então, se retirou de Jerusalém
19- Ora, o mais dos atos de Jods e tudo quanto fez mais, porventura, não estão escritos no livro das Crônicas dos Reis de Judá?
20- E Levantaram-se os seus servos, e conspiraram contra ele e feriram loas na casa de Milo, que desce para Sila.
21- Porque Jozacar, filho de Simeate, e Jozabade, filho de Somer, seus servos, o feriram, e morreu; e o sepultaram com seus pais na Cidade de Davi; e Amazias, seu filho, reinou em seu lugar.


OBJETIVO GERAL
Afirmar que o pecado leva o homem à ruína

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingem cada percussivo refere-se ao tópicos seus respectivos subtópicos.
1 Apontar o livramento de Joás das mãos de Atalia.
2 Assinalar a restauração do Templo
3 Caracterizar a idolatria de Joás e a decadência de seu reinado

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Enquanto Joas seguiu os passos do sumo-sacerdote Joiada, fez o que era reto diante do Senhor. Eliminou o baalismo, renovou a Aliança e restaurou o culto a Yahweh, reparou o Templo etc. Todavia, depois da morte do homem de Deus, Joás se deixou seduzir pelos príncipes do povo, e mergulhou na impiedade, injustiça e idolatria. O castigo divino foi implacável. Seu reino foi invadido pela Síria, seus próprios servos voltaram-se contra ele e o mataram. Converse com seus alunos sobre o perigo de não se ter um caráter firme e depender da boa ou má influência dos outros.
Ponto Central: Quando pecamos nos afastamos de Deus, tomamos decisões ruins e perdemos tudo o que conquistamos.

INTRODUÇÃO
Com apenas sete anos de idade, Joás começou a reinar. Como era muito jovem, recebia orientações e conselhos do sacerdote Joiada. Durante os anos em que foi orientado, teve um brilhante reinado e fez o que era reto aos olhos do Senhor. Porém, como as suas convicções sobre Deus não eram suficientemente fortes, após a morte de Joiada, Joás deixou-se influenciar por maus conselhos que fizeram Judá retornar à idolatria.

1- O LIVRAMENTO DE JOÁS
1. As tramas reais. Tanto em Israel quanto em Judá, existiam acirradas disputas pelo poder, envolvendo interesses políticos e econômicos. A casa real de Judá havia se aparência com a casa real de Israel através de Atalia, neta de Acabe e Jezabel Atalia se casou com Jorão, filho de josafá, rei de Judá. Quando Jorão foi assassinado por Jeú (2 Rs 9.24), Atalia usurpou o trono e começou a reinar em seu lugar (2 Cr 22.12b).
2. A coragem do sacerdote Joiada. Atalia herdara a perversidade de Acabe e Jezabel. Para se assentar no trono ela matou todos os membros da família real, incluindo seus próprios netos (2 Cr 22.10). Apenas Joás, filho de Acazias, escapou. Ele tinha um ano uma sala por sua tia Jeoseba, esposa do sacerdote Joiada, e lá ficou durante seis anos (2 Rs 11.2,3). Nesse período, Joiada preparou lhe ensinou as leis mosaicas.

3. A estratégia bem-sucedida. Quando Joás completou sete anos, Joiada armou uma estratégia para empossar o legítimo rei. Combinou com os capitães da guarda e, no dia planejado por eles, destituíram Atalia do trono e proclamaram Joás como rei (2 Cr 23.11). Joiada naturalmente passou a ser corregente com Joás, pois este não tinha condições de reinar por ainda ser criança (2 Rs 12.2). O sacerdote, como um homem temente a Deus, destruiu os sacerdotes de Baal e conclamou o povo para remover seu templo, despedaçar imagens e altares, e refazer a aliança com Deus (2 Cr 23.16,17).

SÍNTESE DO TÓPICO I
Há momentos em que o perigo nos cerca sem que o percebamos. São nessas horas que o Senhor intervém nos concedendo escape e proteção.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Um elemento importante para se conseguir e conservar a atenção é o envolvimento pessoal dos alunos. Qualquer tempo gasto sem que o aluno esteja profundamente envolvido na lição é tempo perdido. O que fazer para se obter esse interesse? Primeiro precisamos conhecer bem as necessidades básicas de cada aluno, e os problemas que aparecem em cada área da vida deles. O que os motiva? De que gostam? Nós professores não temos obrigação de criar a atenção, mas de captá-la, de tornar cativante até mesmo a situação mais desinteressante. Temos que fazer o aluno envolver-se na lição,

II – O REINADO DE JOÁS E A REPARAÇÃO DO TEMPLO
1. A arrecadação para reparar o templo. O reinado de Joás foi muito próspero enquanto Joiada o aconselhava (2 Rs 12.2). Como a adoração a Baal havia sido muito incentivada pelos reis anteriores, nenhuma manutenção fora feita no Templo do Senhor e, por isso, ele estava em condições precárias. Logo, Joás incentivou o povo e os sacerdotes a arrecadarem ofertas para a manutenção do Templo (2 Rs 12.4.5).

2. A fidelidade dos tesoureiros. Um detalhe muito importante nessa arrecadação foi a fidelidade com que os sacerdotes e tesoureiros reais administravam o dinheiro (2 Rs 12.15). Numa época, como hoje, esse exemplo dos funcionários de Joás é um importante modelo a ser seguido para desfrutarmos das bênçãos do Senhor.

3. Fidelidade, um atributo que enobrece. Não importa a quantia que está sendo administrada. Deus jamais se agradará de qualquer subtração de valores financeiros ou vantagens pessoais. A Palavra de Deus incentiva a prática da fidelidade: “Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração e acharás graça e bom entendimento aos olhos de Deus e dos homens” (Pv 3.3,4). A fidelidade enobrece a alma e traz respeito a quem a pratica.

SÍNTESE DO TÓPICO II
Aqueles que administram os bens destinados para a obra de Deus devem fazê-lo com dedicação, verdade e amor.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“A religião de Baal, introduzida por Atalia, havia ocasionado uma séria negligência em relação aos serviços e a adoração no Templo. A rainha, de fato, era a responsável por uma considerável destruição do ambiente sagrado e de seus objetos, e pelo confisco de ofertas destinadas a Deus, que ela reverteu para a causa de Baal (2 Cr 24:7). Joás confia aos sacerdotes a tarefa de reparar o Templo (12.4-8). Os recursos destinados aos sacerdotes e a manutenção do Templo normalmente provinham de três origens: (a) o dinheiro daquele que passa (4), isto é, o dinheiro da análise do censo (Êx 30.13); (b) o dinheiro de cada uma das pessoas, o dinheiro da alma ou da redenção (cf. Nm 18.15.16), e, (c) o dinheiro que trouxer cada um voluntariamente, as ofertas espontâneas.
Os sacerdotes deveriam utilizar esses recursos para reparar o Templo. O fato de terem deixado de fazer esses reparos quando Joas já tinha chegado aos vinte e três anos não indica necessariamente que houve uma apropriação indébita. Parece, antes, que os proventos esperados, através das fontes naturais, não eram tão elevados quanto o necessário, e que os sacerdotes talvez não tivessem sido muito cuidadosos a respeito da apropriação do dinheiro para seu uso pessoal, como deveriam ser. “Conhecidos” (5,7) significa ‘eleitores ou ‘apoiadores” (Comentário Bíblico Beacon: Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.358,359),

III – A CONSPIRAÇÃO CONTRA JOÁS
1. O declínio do reinado. A história de Joás nos revela que ele não tinha firmeza em suas convicções e se deixava levar facilmente por qualquer sugestão (2 Cr 24.17). Quando o sacerdote Joiada morreu, o rei não conseguiu manter-se inteiramente fiel ao Senhor, passou a adorar ídolos (2 Cr 24.18) e a confiar em suas próprias forças (2 Rs 12.17,18). As más decisões de Joás e sua desobediência resultaram na falta de prosperidade do reino, na perda de sua confiança em Deus, e, mais tarde, na conspiração de assassinato contra ele (2 Cr 24.25).
Essa é uma trágica consequência da desobediência: perder a confiança em Deus por causa de uma consciência contaminada. Assim aconteceu com o rei Joás. Quando conhecemos bem os caminhos do Senhor, e entramos pelo caminho tortuoso, o da apostasia, a consequência trágica é inevitável.
2. Conspiração e morte no reino. A idolatria de Joás teve início após a morte do sacerdote Joiada. O rei, em vez de seguir tudo o que o sacerdote lhe ensinara, passou a tomar conselhos com os príncipes de Judá (2 Cr 24.17), abandonou o Senhor e se voltou aos ídolos. Sua capacidade de discernir estava tão prejudicada que, ao ser repreendido por Zacarias, filho de Joiada, o matou (2 Cr 24.20,21). O juízo de Deus veio até Joás através do exército sírio, que pelejou contra ele. Após a batalha, ferido, os próprios servos de Joás conspiram contra ele e o matam em sua cama (2 Cr 24.25).
Quão perigoso é abandonar os bons conselhos do céu para buscar os maus conselhos terrenos (cf. Fp 4.8,9). Não podemos deixar de discernir as coisas do Espirito, pois a Palavra de Deus diz que nós temos a mente de Cristo (1 Co 2.16).

CONHEÇA MAIS
“Sob a influência direta de Joiada, Joás foi um rei piedoso e humilde, muito aplicado às coisas pertencentes a Deus. Cedo em sua vida olhou para o estado do templo de Deus arruinado durante o ímpio reinado de Atalia e providenciou com todo o ardor de sua juventude piedosa os reparos que deveriam ser feitos na casa do Senhor. O interesse que demonstrava nesse serviço, e o modo como a executou, demonstram o quanto ele se inclinava para Deus sob a liderança de Joiada. Para saber mais leia: Coleção Lições Bíblicas. Vol. 05. Rio de Janeiro: CPAD, 2011. p. 432.

SÍNTESE DO TÓPICO III
A desobediência a Deus e a confiança na força do próprio braço nos levam a escolhas ruins que afetam o destino de nossas vidas.

SUBSÍDIO HISTÓRICO
“As razões da conspiração contra Joás não foram explicadas nos livros dos Reis. Podemos supor, com base em 2 Crônicas 24 15-22, que ele havia contrariado os interesses da religião quando se voltou para o culto a Baal depois da morte do sumo sacerdote. Ac ser condenado devido a esse ato por Zacarias, filho de Joiada, ordenou que este fosse apedrejado. A expressão casa de Milo (20) possivelmente seja uma referência a uma estrutura construída sobre uma plataforma de terra batida, provavelmente localizada na região noroeste da cidade de Davi. O local chamado Sila não pode ser identificado; talvez esta seja uma referência a um bairro da cidade” (Comentário Bíblico Beacon: Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.359).

CONCLUSÃO
Joás foi levado ao trono por uma ação divina organizada pelo sacerdote Joiada. No início de seu reinado, ele reparou o Templo e mandou construir vários artefatos para o ofício sagrado. Porém, após a morte do sacerdote Joiada, começou a fazer o que era mau aos olhos do Senhor. Passou a adorar ídolos e perdeu completamente a noção de justiça ao mandar assassinar o profeta Zacarias. Seu reino entrou em decadência e ele acabou assassinado por dois de seus servos.

PARA REFLETIR
A respeito de “O Reinado de Joás”, responda:
• Por quanto tempo Joás ficou escondido?
Por 6 anos.

• Quem aconselhava Joás no início do seu reinado?
O sacerdote Joiada.

• O que a fidelidade ao Senhor produz?
A fidelidade a Deus enobrece a alma e traz respeito para quem a pratica.

• Como se comportou Joás após a morte do sacerdote Joiada?
Após a morte de Joiada, Joás não conseguiu manter-se inteiramente fiel ao Senhor, passou a adorar ídolos (2 Cr 24.18) e a confiar em suas próprias forças (2 Rs 12.17-18).

• Qual foi a consequência da desobediência de Joás?
Seu reino entrou em decadência e ele acabou assassinado por dois de seus servos.

Fonte: ebd.com.br

16/08/2021

A cura da lepra de Naamã

A cura da lepra de Naamã


Texto áureo 
“Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou, como a carne de um menino, e ficou purificado.” (2 Rs 5.14) 

Verdade prática 
Deus não opera milagres necessariamente segundo nossas expectativas. Ele faz da forma e no momento que lhe apraz. 

Leitura diária
Segunda – Jo 4.46-54 A fé no que Jesus diz é suficiente para gerar cura.
Terça – Mt 10.8 Jesus deu autoridade aos discípulos para curar em seu nome.
Quarta – Tg 5.14,15 A oração feita com fé é capaz de curar e libertar o pecador.
Quinta – Jó 5.8,9 Os milagres que Deus realiza são inimagináveis.
Sexta – At 20.33,34 Um exemplo contra a cobiça.
Sábado – Sl 103.3 O Senhor tem poder para curar doenças e perdoar pecados.

Leitura bíblica em classe 
2 Reis 5.1-10,14,25-27
1 – E Naamã, chefe do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor e de muito respeito; porque por ele o SENHOR dera livramento aos siros; e era este varão homem valoroso, porém leproso.
2 – E saíram tropas da Síria e da terra de Israel levaram presa uma menina, que ficou ao serviço da mulher de Naamã.
3 – E disse esta à sua senhora: Tomara que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra.
4 – Então, entrou Naamã e o notificou a seu senhor, dizendo: Assim e assim falou a menina que é da terra de Israel.
5 – Então, disse o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. E foi e tomou na sua mão dez talentos de prata, e seis mil siclos de ouro, e dez mudas de vestes.
6 – E levou a carta ao rei de Israel, dizendo: Logo, em chegando a ti esta carta, saibas que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o restaures da sua lepra.
7 – E sucedeu que, lendo o rei de Israel a carta, rasgou as suas vestes e disse: Sou eu Deus, para matar e para vivificar, para que este envie a mim, para eu restaurar a um homem da sua lepra? Pelo que deveras notai, peço-vos, e vede que busca ocasião contra mim.
8 – Sucedeu, porém, que, ouvindo Eliseu, homem de Deus, que o rei de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel.
9 – Veio, pois, Naamã com os seus cavalos e com o seu carro e parou à porta da casa de Eliseu.
10 – Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne te tornará, e ficarás purificado.
14 – Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou, como a carne de um menino, e ficou purificado.
25 – Então, ele entrou e pôs-se diante de seu senhor. E disse-lhe Eliseu: De onde vens, Geazi? E disse: Teu servo não foi nem a uma nem a outra parte.
26 – Porém ele lhe disse: Porventura, não foi contigo o meu coração, quando aquele homem voltou de sobre o seu carro, a encontrar-te? Era isso ocasião para tomares prata e para tomares vestes, e olivais, e vinhas, e ovelhas, e bois, e servos, e servas?
27 – Portanto, a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua semente para sempre. Então, saiu de diante dele leproso, branco como a neve.

OBJETIVO GERAL 
Revelar que Deus deseja curar e salvar a todos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1 Relatar a busca de Naamã por sua cura;
2 Salientar o orgulho e a falta de fé de Naamã;
3 Identificar a ambição de Geazi.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Esta lição nos impressiona pela forma de Deus operar seus milagres. Eliseu mandou Naamã lavar-se nas águas turvas do Rio Jordão como uma simples demonstração de humildade e obediência. Naamã precisava entender que a cura jamais viria pela ação humana ou por meios naturais. Ela viria, sim, milagrosamente pela graça e pelo poder de Deus. Converse com seus alunos sobre a importância da humildade e da obediência diante da urgência de um milagre. A grandeza, o orgulho e a desobediência não levam a coisa alguma – “um grande homem…, porém leproso” (v.1). Naamã obedeceu às orientações do servo do Senhor e foi completamente curado (v.14).

INTRODUÇÃO
A cura da lepra de Naamã nos revela que os métodos de Deus nem sempre são fáceis de compreender. Naamã, o comandante do exército da Síria, precisou exercitar sua obediência e fé ao mergulhar no rio Jordão, pois tal ato era demasiadamente humilhante para um homem de sua posição. Porém, ao deixar de lado o orgulho e cumprir a rigor o que Eliseu lhe dissera, Naamã alcançou a cura.

PONTO CENTRAL
O Senhor trabalha por meios inimagináveis.

I – NAAMÃ, O CHEFE DO EXÉRCITO SÍRIO
1. Naamã, um comandante honrado. Naamã era um ministro do alto escalão do governo da Síria, cuja capital era Damasco. A Síria havia atacado Israel várias vezes (1 Rs 11.25; 20.1,22; 22.31). Naamã era um comandante admirado e respeitado por todos devido às suas muitas vitórias em batalhas. Mas era leproso; e essa doença afetava sua integridade e o deixava vulnerável.
2. A escrava, uma testemunha de Deus. Em uma de suas incursões de guerra contra Israel, Naamã fez uma menina de escrava (2 Rs 5.2). Esta passou a morar na sua casa e, vendo o sofrimento do seu senhor, sugeriu à esposa de Naamã que fosse falar com o profeta Eliseu (2 Rs 5.3). A escrava se tornou uma agente de Deus na casa de Naamã, ainda que na condição de serva. Não importa onde estejamos e nem as nossas condições, sempre haverá uma oportunidade para falarmos de Deus às pessoas.
3. A caravana de Naamã. Naamã acreditou na palavra da escrava e foi até o seu rei a fim de lhe contar o que ela lhe dissera. O rei sírio preparou uma carta ao rei de Israel, recomendando a cura de seu comandante, bem como enviou presentes (2 Rs 5.5). O rei de Israel, ao saber do que se tratava a visita de Naamã, ficou atemorizado e rasgou as suas vestes, pois acreditava ser essa visita, um pretexto do rei sírio para atacá-lo (2 Rs 5.7).

SÍNTESE DO TÓPICO I
O Senhor está pronto para curar, basta que o busquemos e que depositemos nossa confiança e fé nEle.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
A verdadeira aula é um diálogo entre o professor e os alunos; o ideal seria que toda aula fosse como a resposta de uma pergunta dos alunos. Não é bom que somente o professor crie e fale, mas que ouça o aluno falar por sua vez.
Não é aconselhável transformar a aula num simples monólogo do professor para uma plateia de ouvintes receptivos e inertes, com o falso pressuposto, mais ou menos generalizado, de que a obrigação do aluno é ouvir, calar e reter. O verdadeiro ensino não consiste apenas na transferência de conhecimentos de uma cabeça para outra. Ensinar é fazer pensar, é estimular para a identificação e resolução de problemas; é ajudar a criar novos hábitos de pensamento e de ação. O professor deve ser um comunicador dialogal e não um transmissor unilateral de informações.

II – O MERGULHO NO RIO JORDÃO
1. Eliseu não se impressionou com a pompa. Ao saber sobre o que estava acontecendo e o porquê de o rei de Israel ter rasgado as suas vestes, Eliseu disse: “Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel.” (2 Rs 5.8b). Então o comandante Naamã foi até a casa de Eliseu. Porém, ele não o recebeu, mas mandou um mensageiro com as instruções do que ele haveria de fazer para ser curado (2 Rs 5.10).
2. A decepção e a cura de Naamã. O comandante sírio esperava que o profeta o recebesse com honras e que lhe tocasse com as mãos, mas a ordem foi de mergulhar sete vezes no rio Jordão. A decepção de Naamã foi evidente (2 Rs 5.11,12). Foi preciso a intervenção de seus empregados para que a ordem fosse cumprida. Contrariado, o comandante mergulhou sete vezes no rio Jordão e sua pele ficou como a de uma criança; ele estava purificado de sua lepra (2 Rs 5.14).
3. Deus ainda opera milagres, e não misticismos. O número sete, que Eliseu usou, representa a perfeição de Deus na simbologia hebraica. Entretanto, o episódio em 2 Reis 5 é o único que relata o uso desse número pelo profeta. Tal fato não nos dá o direito de usar uma forma de numerologia em nossos cultos ou campanhas intermináveis. Podemos e devemos invocar as bênçãos de Deus, pois esperamos o seu agir milagroso. Onde Ele age não é preciso numerologia ou superstição, pois o poder de Deus está acima de tudo isso. E mesmo que não haja um milagre visível, Ele está agindo, pois a fé é confiar nEle mesmo quando as coisas não acontecem do nosso jeito (Hb 11.13). Não por acaso, Jesus disse que “muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro” (Lc 4.27).

SÍNTESE DO TÓPICO II
Para ser alcançado pelo milagre divino é necessário abandonar o orgulho e a falta de fé.

SUBSÍDIO HISTÓRICO-GEOGRÁFICO
“Deus cura Naamã (5.8-14).
Os detalhes descrevem o cenário externo que, entretanto, era apenas incidental em relação ao milagre da cura que Deus realizou através de Eliseu. Ele representava um outro episódio significativo no ministério de Eliseu, e tinha o propósito de demonstrar que só o Senhor é Deus, e que os deuses de outras nações nada representavam. O rio Abana (12), atual Barada, começa nas montanhas do Líbano e corre através de Damasco, e torna possível a existência dessa cidade por causa do oásis formado em seu percurso. O rio Farpar (ou Farfar) não foi identificado tão facilmente como o Abana. É possível que a Bíblia se refira a um rio que começa nas montanhas do Líbano e corre cerca de 16 quilômetros em direção à região sudoeste de Damasco e que, nesse caso, seria chamado de rio de Damasco. Outra sugestão é que o rio Farpar seja uma referência a um afluente do Barada, o Nahr Taura.
[…] O registro da cura de Naamã representa um cativante relato da ‘cura do leproso’. Existe aqui um retrato notável sobre: (1) A grandeza que não leva a coisa alguma – um grande homem… porém leproso, 1; (2) O testemunho da fé de uma escrava, 2-4; (3) Um pedido inesperado e humilde, 9-11; (4) Alternativas mais atraentes, 12; (5) A obediência e a cura completa, 13,14” (Comentário Bíblico Beacon: Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.349).

III – GEAZI É ACOMETIDO DA LEPRA
1. A rejeição dos presentes. Após a sua cura física e sentimental, Naamã estava disposto a voltar a Eliseu, a fim de lhe presentear (2 Rs 5.15). A Bíblia não deixa claro se esse presente foi o mesmo enviado pelo rei sírio anteriormente; pode ser que o primeiro presente tenha ficado com o rei de Israel. Porém se for o mesmo, a quantia era composta de trezentos e cinquenta quilos de prata, e uns setenta quilos de ouro, e dez mudas de roupas finas; um valor muito grande para ser rejeitado. Mas, mesmo assim, Eliseu rejeitou o presente (2 Rs 5.16).
2. Homens de Deus não se deixam vender. A atitude de Eliseu ao recusar o presente de Naamã revela um comportamento de quem não vende a si mesmo ou as bênçãos de Deus (2 Rs 5.16). Tanto Elias quanto Eliseu eram honestos consigo mesmos e com Deus.
3. Por ganância Geazi é acometido da lepra. Depois de visitar Eliseu, Naamã partiu para a Síria. Quando Naamã iniciava sua viagem, Geazi, cheio de ganância em seu coração, foi até ele e, mentindo, se apoderou dos presentes oferecidos a Eliseu (2 Rs 5.21-24). Tal atitude nos revela o caráter distorcido de Geazi. Visando o bem material ele mentiu ao comandante sírio, traiu Eliseu e desonrou a Deus. Por isso, o jovem foi acometido de lepra e saiu diante do profeta, “branco como a neve” (2 Rs 5.27).

SÍNTESE DO TÓPICO III
É inadmissível que os servos de Deus negociem milagres e curas do Senhor por presentes ou favores humanos.

CONHEÇA MAIS
“Os que experimentam em sua própria vida o poder da graça divina são os mais capacitados para falar deste assunto. Naamã também se mostra agradecido ao profeta Eliseu, que rejeitou toda a recompensa, não porque cresse que seria ilícita ou porque já teria recebido presentes de outros, mas para mostrar aos sírios que os servos do Deus de Israel consideram as riquezas do mundo com santo desprezo.” Para saber mais leia: Comentário Bíblico Matthew Henry. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p. 302.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“O pecado de Geazi. Foi um pecado complicado.
1. O amor ao dinheiro, aquela raiz de todos os males, estava na base do pecado. Seu senhor desprezou os tesouros de Naamã, mas ele os cobiçou (v.20). Seu coração estava guardado nas bagagens de Naamã e Geazi devia correr atrás dele para pegá-lo. Multidões, por cobiçarem as riquezas do mundo, se transpassaram a si mesmos com muitas dores.
2. Ele censurou a seu senhor por recusar presente de Naamã, condenou-o como tolo por não receber ouro quando podia tê-lo feito, cobiçou e invejou a sua bondade e generosidade a esse estrangeiro, embora fosse para o bem da alma dele. Resumindo, ele se achou mais sábio do que o seu senhor.
3. Quando Naamã, como uma pessoa de maneiras polidas, desceu de sua carruagem para encontrá-lo (v.21), Geazi lhe disse uma mentira deliberada, que o seu senhor o enviara até ele, e assim recebeu, para si mesmo, aquele presente que Naamã pretendia dar ao seu senhor.
4. Ele abusou de seu senhor, e de maneira vil o representou diante de Naamã como alguém que tinha se arrependido de sua generosidade, que era inconstante como quem não sabe o que quer, que dizia e voltava atrás, que não fazia uma coisa honrável, mas que logo devia desfazer novamente. A sua história dos dois filhos dos profetas era tão tola quanto falsa. Se ele tivesse implorado uma oferta para os dois jovens estudantes, com certeza menos do que um talento de prata seria o bastante.
5. Havia o perigo de ele desviar Naamã daquela santa religião à qual acabara de aderir, e diminuir a boa opinião que tinha a respeito dela. Ele poderia então dizer, como os inimigos de Paulo insinuaram a respeito dele (2 Co 12.16,17), que, embora o próprio Eliseu não tivesse sido um peso, ainda sendo astuto, ele o apanhou com fraude, enviando aquele que o cobrava” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento: Josué a Ester Edição Completa. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.566).

CONCLUSÃO
A cura de Naamã nos mostra que Deus está disposto a perdoar e salvar a todos, independentemente de posição social ou nacionalidade. E, apesar de muitas vezes não compreendermos, o Senhor opera maravilhas de formas diferenciadas (2 Rs 5.11,12). Naamã, a princípio, não havia entendido o caminho para a cura, mas assim que a recebeu, reconheceu o Senhor como único e verdadeiro Deus.

PARA REFLETIR
A respeito de “Naamã é Curado da Lepra”, responda:

1. Quem era Naamã?
Naamã era comandante dos exércitos da Síria.

2. Que importância teve a menina escrava na cura de Naamã?
Ela se tornou uma agente de Deus na casa de Naamã, ainda que na condição de serva.

3. O que Naamã esperava do profeta Eliseu?
Esperava que o profeta o recebesse com honras e que lhe tocasse com as mãos, mas a ordem foi de mergulhar sete vezes no rio Jordão.

4. Quais curas Naamã recebeu?
Foi curado da lepra e do orgulho.

5. O que aprendemos com a cura de Naamã?
A cura de Naamã nos mostra que Deus está disposto a perdoar e salvar a todos, independentemente de posição social ou nacionalidade.

Fonte: ebd.com.br

09/08/2021

O ministério profético de Eliseu

O ministério profético de Eliseu



Texto áureo 
“E disse Josafá: Não há aqui algum profeta do SENHOR, para que consultemos ao SENHOR por ele? Então, respondeu um dos servos do rei de Israel e disse: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que deitava água sobre as mãos de Elias.”(2 Rs 3.11) 

Verdade prática 
Deus usou, e ainda usa, seus servos para realizar milagres. Basta ter fé e confiança no Senhor, que Ele opera maravilhas. 

Leitura diária 
Segunda – Dt 28.8,9 Aquele que obedece a Deus será abençoado e desfrutará da provisão divina. 
Terça – Jo 21.25 Jesus operou muitos milagres na vida daqueles que criam nEle. 
Quarta – At 19.11,12 Assim como Deus fez milagres através de Eliseu, também faz no tempo da graça. 
Quinta – Sl 77.11,12 O Salmista nos aconselha a meditar sobre os prodígios e maravilhas que Deus faz. 
Sexta – Fp 4.19 Deus supre as necessidades de seus filhos. 
Sábado – Mt 6.26,33 Deus deseja prover para os seus mais do que o alimento. 

Leitura bíblica em classe (2 Reis 3.5,9-11,14-18; 4.1-7,38-41) 

2 Reis 3
5 – Sucedeu, porém, que, morrendo Acabe, se revoltou o rei dos moabitas contra o rei de Israel.
9 – E partiu o rei de Israel, e o rei de Judá, e o rei de Edom; e andaram rodeando com uma marcha de sete dias, e o exército e o gado que os seguia não tinham água.
10 – Então, disse o rei de Israel: Ah! Que o SENHOR chamou a estes três reis, para os entregar nas mãos dos moabitas.
11 – E disse Josafá: Não há aqui algum profeta do SENHOR, para que consultemos ao SENHOR por ele? Então, respondeu um dos servos do rei de Israel e disse: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que deitava água sobre as mãos de Elias.
14 – E disse Eliseu: Vive o SENHOR dos Exércitos, em cuja presença estou, que, se eu não respeitasse a presença de Josafá, rei de Judá, não olharia para ti nem te veria.
15 – Ora, pois, trazei-me um tangedor. E sucedeu que, tangendo o tangedor, veio sobre ele a mão do SENHOR.
16 – E disse: Assim diz o SENHOR: Fazei neste vale muitas covas.
17 – Porque assim diz o SENHOR: Não vereis vento e não vereis chuva; todavia, este vale se encherá de tanta água, que bebereis vós e o vosso gado e os vossos animais.
18 -E ainda isto é pouco aos olhos do SENHOR; também entregará ele os moabitas nas vossas mãos.

2 Reis 4
1 – E uma mulher das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor a levar-me os meus dois filhos para serem servos.
2 – E Eliseu lhe disse: Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
3 – Então, disse ele: Vai, pede para ti vasos emprestados a todos os teus vizinhos, vasos vazios, não poucos.
4 – Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio.
5 – Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam os vasos, e ela os enchia.
6 – E sucedeu que, cheios que foram os vasos, disse a seu filho: Traze-me ainda um vaso. Porém ele lhe disse: Não há mais vaso nenhum. Então, o azeite parou.
7 – Então, veio ela e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.
38 – E voltando Eliseu a Gilgal, havia fome naquela terra; e os filhos dos profetas estavam assentados na sua presença; e disse ao seu moço: Põe a panela grande ao lume e faze um caldo de ervas para os filhos dos profetas.
39 – Então, um saiu ao campo a apanhar ervas, e achou uma parra brava, e colheu dela a sua capa cheia de coloquíntidas; e veio e as cortou na panela do caldo; porque as não conheciam.
40 – Assim, tiraram de comer para os homens. E sucedeu que, comendo eles daquele caldo, clamaram e disseram: Homem de Deus, há morte na panela. Não puderam comer.
41 – Porém ele disse: Trazei, pois, farinha. E deitou-a na panela e disse: Tirai de comer para o povo. Então, não havia mal nenhum na panela.

OBJETIVO GERAL
Destacar alguns dos milagres de Eliseu como confirmação de seu ministério profético.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1 Evidenciar que o Senhor zela por seu povo;
2 Demonstrar a fé e a confiança da viúva de Sarepta;
3 Sinalizar o ato de fé de Eliseu.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Nesta lição, percebemos, através das ações e comportamentos de Eliseu, o quanto é importante conciliar no cumprimento do ministério divino, bondade e firmeza. O sucessor de Elias era enérgico e contundente quando precisava; porém, compassivo e presto com os que sofriam ou necessitavam de ajuda. Peça a seus alunos para relacionarem no quadro ou numa folha de papel os episódios narrados no segundo livro de Reis em que a bondade e a atitude enérgica do profeta são evidenciadas.

INTRODUÇÃO
O ministério de Eliseu foi marcado por acontecimentos extraordinários. Nesta lição estudaremos sobre três deles: o milagre das águas que alagaram um vale, sem que houvesse chuva; a multiplicação do azeite da viúva; e a aniquilação da morte presente na panela de ensopado servido por um dos servos do profeta. Nos três eventos estão evidentes a fé, a obediência e a poderosa unção de Deus sobre o profeta Eliseu.

PONTO CENTRAL
Deus é poderoso e usa os seus filhos para a realização de milagres.

I – ELISEU SALVA TRÊS REIS E SEUS EXÉRCITOS
1. Reis bons e maus. No período do reino dividido houve a alternância de reis bons e maus. Esta distinção entre bons e maus não leva em conta apenas o modo como esses reis administravam o reino ou lideravam o povo, mas a forma como eles se relacionavam com Deus. Portanto, ao se referir a um determinado rei como mau, o autor do livro de Reis está dizendo que esse monarca além de desobedecer e desprezar a Deus em seu culto, promovia a adoração de ídolos.
2. Três reis vão à guerra contra os moabitas. Jorão, rei de Israel, que como seu pai Acabe, fora reprovado pelo Senhor; Josafá, rei de Judá, considerado um excelente monarca, em razão de promover a adoração ao verdadeiro Deus; e o rei de Edom, que era vassalo de Judá (2 Rs 3.9). O que motivou a guerra foi a rebelião dos moabitas que, à época, pagavam pesados impostos ao rei de Israel (2 Rs 3.5).
3. A predição de Eliseu se cumpriu. Em respeito a Josafá, Eliseu, cheio do poder de Deus, previu que águas em abundância alagariam, milagrosamente, toda aquela região, sem a ação dos ventos e sem chuva (2 Rs 3.17). O Senhor não apenas realizaria este milagre, mas também lhes entregaria a vitória sobre os moabitas (2 Rs 3.18).

SÍNTESE DO TÓPICO I
Não importa se pessoas infiéis existirem no meio das fiéis, o Senhor sempre irá intervir a favor dos que o temem.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Mais uma vez, estimule em seus alunos o estudo das lições bíblicas. Copie no quadro o seguinte esquema:
• Ore ao Senhor dando-lhe graças e suplicando sua direção e iluminação.
• Tenha à mão todo o material de estudo: Bíblia, revista, dicionário bíblico, atlas geográfico, concordância, caderno para apontamentos etc.
• Leia toda a unidade ou seção indicada pelo professor. Procure obter uma visão global da mesma e o propósito do escritor.
• Leia outra vez a mesma unidade. À medida que for estudando, sublinhe palavras, frases e trechos-chave. Faça anotações nas margens do caderno ou revista.
• Feche a revista e tente recompor de memória as divisões principais da unidade de estudo. Não conseguindo, abra a revista e veja.
• Repita o passo acima.
• Sem consultar a revista, responda todas as perguntas do questionário. Em seguida consulte a matéria para ver se as respostas estão completas e corretas

II – ELISEU AUMENTA O AZEITE DA VIÚVA
1. A situação das viúvas em Israel. A vida das viúvas nos tempos bíblicos era bem difícil, pois as mulheres daquela época dependiam dos seus maridos para prover-lhes o sustento. É o caso da viúva de um dos discípulos dos profetas de Israel. Após a morte do marido, a mulher ficou numa situação complicada: falta de suprimentos, dívidas e a ameaça de seus filhos serem vendidos como escravos (2 Rs 4.1,2). Deus ouviu o clamor daquela viúva e supriu suas necessidades (2 Rs 4.3-7).
2. Uma única botija de azeite foi suficiente para Deus operar o milagre. Após ouvir da mulher que não tinha nada além de uma vasilha de azeite, o profeta disse a ela que tomasse vasilhas emprestadas com os vizinhos, e que ao entrar em casa com os filhos, fechasse a porta. A ordem era derramar, em cada vasilha disponível, o pouco de azeite que possuía, e pô-las à parte à medida que ficassem cheias (2 Rs 4.2-4). E foi justamente o que ela fez. Quando acabaram as vasilhas, o azeite cessou. Ela vendeu o azeite, pagou a dívida e ainda pôde manter o sustento da família com o que sobrou (2 Rs 4.6,7).
3. Fé, obediência e família unida. Neste episódio da multiplicação do azeite, percebe-se que a fé e a obediência são os ingredientes necessários para que as bênçãos divinas sejam abundantes na vida de quem crê (Hb 11.6a). Às vezes, o milagre que buscamos não acontece a partir de coisas extraordinárias. Basta trabalharmos com o que Deus já nos deu, e exercer a fé em sua Palavra. Ao pedir à mulher para fechar a porta, o profeta indicou que o milagre deveria acontecer na intimidade da família (2 Rs 4.4,5). Isso significa que Deus se agrada de uma família unida em torno de um ideal sagrado.

CONHEÇA MAIS
“O azeite, que foi multiplicado por um milagre, fluiu enquanto ela teve vasos vazios onde poderia colocá-lo. Jamais existe escassez em Deus ou nas riquezas de sua graça; toda a nossa escassez está em nós mesmos. O que falha é a nossa fé e jamais a promessa do Senhor. Ele sempre nos concede mais do que aquilo que lhe pedimos. Se ela tivesse mais vasos, teria recebido ainda muito mais azeite, pois haveria em Deus o bastante para enchê-los.” Para saber mais leia: Comentário Bíblico Matthew Henry. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p.300.

SÍNTESE DO TÓPICO II
Deus não necessita de coisas grandiosas para operar milagres. Muitas vezes, o instrumento do milagre já se encontra em nossas mãos.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“Situação das viúvas no Antigo Testamento. (a) Pobreza e vulnerabilidade (1 Rs 17.8-15 [A viúva de Sarepta]. Na sociedade patriarcal israelita, a condição de viúva era um risco social à mulher, deixando-a vulnerável econômica e socialmente. Em Êxodo 22.21-24, a viúva é classificada juntamente com o órfão e os estrangeiros. Elas são frágeis e vulneráveis, razão pela qual necessitam de proteção legal e profética (Is 1.16-23; Jr 22.3). Além da angústia que acompanhava a viuvez, a perda da proteção legal do esposo colocava a viúva em situação de pobreza e penúria.
Caso o marido deixasse alguma dívida, a viúva era obrigada a assumir os compromissos financeiros do faltoso, o que implicava, às vezes, na venda dos bens, da entrega dos filhos à servidão, e a todo tipo de exploração da parte dos credores” (BENTHO, Esdras Costa & PLÁCIDO, Reginaldo Leandro. Introdução ao Estudo do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, p.255).

III – A MORTE QUE HAVIA NA PANELA
1. A escola de profetas. Os filhos, ou discípulos, dos profetas estavam radicados em Betel, Jericó e Gilgal (2 Rs 2.3,5,7,15; 4.38). Nessas escolas, os alunos eram encorajados a buscar uma melhor compreensão da Palavra de Deus, desenvolviam um relacionamento com o Senhor e contribuíam na manutenção da resistência contra a apostasia e a idolatria que imperavam em Israel. Por isso eles eram perseguidos por alguns reis (1 Rs 18.4).
2. A morte na panela. Foi na escola de profetas de Gilgal que Eliseu ordenou ao seu servo que fizesse um ensopado para alimentar os discípulos (2 Rs 4.38). Provavelmente pela falta de conhecimento sobre plantas e diante da escassez de alimentos, o rapaz pegou junto com os legumes uma espécie de pepinos silvestres que continham veneno (2 Rs 4.39). A comida foi servida aos homens, mas logo que a provaram, gritaram: “Há morte na panela!” (2 Rs 4.40). Eliseu pediu um pouco de farinha, colocou no caldeirão e declarou que não havia mais perigo algum. Deus havia realizado o milagre!

SÍNTESE DO TÓPICO III
O Senhor não necessita de ninguém para realizar milagres, porém, sempre espera de nós uma atitude de fé.

SUBSÍDIO HISTÓRICO
“Eliseu tornou-se discípulo e aprendeu com seu mestre para, mais tarde, substituí-lo no ministério. Em algum ponto, outros jovens profetas também se associaram a Elias e Eliseu e, quando Elias foi levado para o céu, eles já existiam como uma comunidade de número considerável, cuja base de ação eram as cidades de Betel e Jericó. Não há dúvida de que esses homens viviam em um regime de internato, bem próximo ao sistema monástico. Isto é evidente pelo fato de se multiplicarem em Jericó a ponto de o lugar tornar-se pequeno. Então Eliseu os encorajou a construir alojamentos apropriados (2 Rs 6.1,2).
Antes de Elias ser transladado para o céu, foi considerado em sua comunidade como o grande mestre. A transferência de seu manto para o discípulo Eliseu significava indubitavelmente que este agora substituía o mestre; e prontamente foi reconhecido pelos jovens profetas.
O termo que utilizavam para referir-se aos seus mentores era ‘pai’, o que esclarece não apenas a forma como se sentiam a respeito de seus líderes, mas também a significação da frase ‘filhos de profetas’.
[…] Geralmente se faz uma distinção entre os profetas canônicos que escreveram suas profecias e aqueles que, como Elias e Eliseu, não deixaram nenhum registro (com exceção da breve carta de Elias em 2 Cr 21.12-15). Algumas vezes conclui-se, baseado nos escritos preservados, que os profetas canônicos foram de alguma forma superiores ou mais teológicos que os demais. Mas isso é uma proposição sem base, pois dois dos maiores profetas – Moisés e Samuel – não são contados entre os canônicos […]” (MERRILL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.403,04).

CONCLUSÃO
Nos três milagres apresentados na lição, percebe-se que aconteceram mediante alguma iniciativa ou trabalho humano. Isto significa que os milagres operados por Deus, na vida dos seus servos, acontecem em cooperação com algum tipo de trabalho ou atitude humana. Deus tem compromisso com pessoas de fé, mas que também sejam operantes e diligentes.

PARA REFLETIR
A respeito de “O Ministério de Eliseu”, responda:

1. No período do reino dividido, como se fazia a distinção entre reis bons e maus?
Distinguia-se os reis bons dos maus pelo modo como eles se relacionavam com Deus.

2. Por que Josafá foi considerado um excelente monarca?
Porque Josafá promoveu a adoração ao verdadeiro Deus.

3. Qual profeta foi chamado para profetizar para três reis?
Eliseu.

4. O que Deus precisou para operar o milagre na casa da viúva?
Uma única botija de azeite.

5. Com que tipo de pessoas Deus tem compromisso de operar seus milagres?
Deus tem compromisso com pessoas de fé, mas que também sejam operantes e diligentes.

Fonte: ebd.com.br

02/08/2021

O Profeta Elias, bem como Eliseu, seu sucessor

Profeta Elias, bem como Eliseu, seu sucessor


Texto áureo 
“Sucedeu, pois, que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim.” (2 Rs 2.9) 

Verdade prática 
A história de Elias e Eliseu nos inspira a andarmos com pessoas que desfrutam de intimidade com Deus e que, por isso, vale a pena serem seguidas e imitadas.

Leitura diária
Segunda – 1 Sm 18.1-3 A amizade de Davi e Jonatas é exemplo de companheirismo e fidelidade.
Terça – 2 Pe 3.9 Deus cumpre com todas as promessas que Ele faz.
Quarta – Rm 12.10 Devemos amar uns aos outros e honrar os amigos que Deus nos deu.
Quinta – At 13.2,3 Deus promove amizades com propósitos definidos.
Sexta – Pv 17.17 É na adversidade que um amigo se torna um irmão.
Sábado – Jo 12.26 Aquele que deseja servir a Deus deve segui-lo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Reis 2.1-15
1 – Sucedeu, pois, que, havendo o SENHOR de elevar a Elias num redemoinho ao céu, Elias partiu com Eliseu de Gilgal.
2 – E disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Betel. Porém Eliseu disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que te não deixarei. E assim foram a Betel.
3 – Então, os filhos dos profetas que estavam em Betel saíram a Eliseu e lhe disseram: Sabes que o SENHOR, hoje, tomará o teu senhor por de cima da tua cabeça? E ele disse: Também eu bem o sei; calai-vos.
4 – E Elias lhe disse: Eliseu, fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Jericó. Porém ele disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que te não deixarei. E assim vieram a Jericó.
5 – Então, os filhos dos profetas que estavam em Jericó se chegaram a Eliseu e lhe disseram: Sabes que o SENHOR, hoje, tomará o teu senhor por de cima da tua cabeça? E ele disse: Também eu bem o sei; calai-vos.
6 – E Elias disse: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou ao Jordão. Mas ele disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que te não deixarei. E assim ambos foram juntos.
7 – E foram cinquenta homens dos filhos dos profetas e, de longe, pararam defronte; e eles ambos pararam junto ao Jordão.
8 – Então Elias tomou a sua capa, e a dobrou, e feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas; e passaram ambos em seco.
9 – Sucedeu, pois, que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim.
10 – E disse: Coisa dura pediste; se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não, não se fará.
11 – E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.
12 – O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, tomando das suas vestes, as rasgou em duas partes.
13 – Também levantou a capa de Elias, que lhe caíra; e voltou-se e parou à borda do Jordão.
14 – E tomou a capa de Elias, que lhe caíra, e feriu as águas, e disse: Onde está o SENHOR, Deus de Elias? Então, feriu as águas, e se dividiram elas para uma e outra banda; e Eliseu passou.
15 – Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam defronte em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. E vieram-lhe ao encontro e se prostraram diante dele em terra.

OBJETIVO GERAL
Descrever o fim da trajetória de Elias e o começo do ministério de Eliseu.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1 Expor o final do ministério de Elias;
2 Destacar o pedido destemido de Eliseu;
3 Registrar a concretização do início do ministério de Eliseu.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Converse com seus alunos sobre a importância de se ter um sucessor ministerial, e que esse sucessor seja confirmado por Deus. A Bíblia diz que Eliseu ficou com o manto utilizado por Elias (2 Rs 2.13). Quando Elias foi levado ao céu, Deus começou a confirmar o ministério de Eliseu através da operação de muitos milagres (2 Rs 2.13-25). Em toda Bíblia, com exceção de Jesus, nenhuma outra pessoa teve tantos milagres registrados por intermédio de seu ministério quanto Eliseu. Peça a seus alunos para fazerem uma lista dos milagres de Eliseu, e destacarem o modo de Deus agir em cada um deles.

INTRODUÇÃO
O ministério de Elias estava terminando quando Deus o ordenou que ungisse seu sucessor. O escolhido foi Eliseu (1 Rs 19.16). Eliseu era muito próximo e leal a Elias. Antes de ser levado aos céus pelo Senhor, Elias perguntou a Eliseu sobre o que ele gostaria de receber de sua parte. E Eliseu mais que depressa pediu porção dobrada do espírito de Elias sobre ele (2 Rs 2.9). E assim foi. O fim do ministério de Elias e o início do de Eliseu são os assuntos desta lição.

PONTO CENTRAL
Devemos nos espelhar em pessoas que possuem as características de um fiel servo de Deus

I – A DESPEDIDA DE ELIAS
1. O ministério de Elias termina. Elias realizou grandes feitos em seu ministério profético: foi vitorioso diante dos profetas de Baal e Aserá (1 Rs 18.40); foi ousado e perspicaz para repreender, aconselhar e direcionar os reis (1 Rs 17.1); foi alimentado de forma milagrosa por Deus em tempos de adversidades (1 Rs 19.4-6). No entanto, mesmo diante de tamanhas realizações, chegou a hora de o profeta encerrar sua missão na terra.
2. Um profeta com grandeza de alma. Embora Elias seja considerado um dos maiores profetas do Antigo Testamento, a ponto de aparecer no monte da transfiguração ao lado de Jesus e Moisés (Mt 17.3), ele não proferiu nenhuma profecia de longo prazo e, provavelmente, não escreveu nenhum livro. Isso nos ensina que a grandeza de um profeta não é medida somente pelo tempo do cumprimento de suas profecias, mas, principalmente, pela integridade e grandeza de sua alma.
3. Gilgal, um lugar de boas recordações. Elias estava em Gilgal quando iniciou os preparativos para o seu arrebatamento. Esse lugar foi cenário de grandes e marcantes acontecimentos: Em Gilgal foi estabelecido o memorial da travessia do Jordão realizada por Josué (Js 4.19,20); ali, também, os israelitas foram circuncidados (Js 5.1-9) e celebraram a primeira páscoa na Terra Prometida (Js 5.10). Foi em Gilgal que Elias tomou ciência do término do seu ministério profético.

SÍNTESE DO TÓPICO I
Todo início tem um fim. Terminar a carreira possuindo mais conquistas do que derrotas é um alvo a ser alcançado.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Utilizando uma técnica didática denominada “Tempestade Cerebral”, proponha à classe a seguinte questão: O que significa “porção dobrada do espírito de Elias”?
Como funciona a técnica? O professor fará a pergunta e cada aluno, um após o outro, deverá respondê-la imediatamente sem ter o tempo suficiente para estruturar ou ordenar logicamente a resposta. As ideias serão captadas em estado nascente. A partir do uso desta técnica o professor avaliará o nível de conhecimento da classe acerca do assunto. A seguir, coloque no quadro a resposta abaixo, avaliando-a com eles.
No contexto do Antigo Testamento, geralmente, o sucessor das funções familiares era o primogênito. O sucessor tinha direito a porção dobrada da herança deixada aos outros filhos (Dt 21.17). O que Eliseu estava pedindo a Elias era para ser seu sucessor no ministério profético.

II – O PEDIDO OUSADO DE ELISEU
1. A fidelidade de Eliseu. Antes de Deus levar Elias “num redemoinho ao céu” (2 Rs 2.1b), ele mandou o profeta fazer uma viagem da cidade de Gilgal à Betel. Elias disse a Eliseu que ele não precisava ir, mas Eliseu respondeu: “Não te deixarei.” Durante a viagem, Elias disse duas vezes para Eliseu voltar, mas ele se recusou (2 Rs 2.1-6). Para Eliseu, era uma honra servir Elias porque esse era o trabalho que Deus lhe tinha dado para fazer.
2. A porção dobrada. Quando Elias percebeu que Eliseu realmente não o deixaria, em razão de sua lealdade e companheirismo, lhe deu o direito de pedir qualquer coisa que desejasse. Eliseu então disse: “Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim” (2 Rs 2.9b). O que realmente Eliseu estava pedindo? Em Israel, duas partes de uma herança eram para o filho primogênito (Dt 21.15-17). Assim, Eliseu estava pedindo para ser herdeiro de Elias, ou seja, para ficar no lugar dele como profeta. Ele também pediu para ter o espírito ou atitude de Elias porque queria a mesma coragem e zelo pela verdadeira adoração (1 Rs 19.13,14).
3. Elias, a inspiração de Eliseu. Para receber o que pediu, Eliseu não poderia retirar os olhos de Elias (2 Rs 2.10). Isso para ele não era difícil, pois tinha o profeta como sua fonte de inspiração e estava sempre atento a tudo o que Elias fazia. As melhores oportunidades para aprender e crescer ministerialmente acontecem quando podemos nos espelhar em alguém que realmente serve a Deus com amor e fidelidade.

SÍNTESE DO TÓPICO II
Deus está pronto para conceder os pedidos que fazemos a Ele, basta que tenhamos intimidade e fidelidade para com o Senhor.

CONHEÇA MAIS
“Eliseu seguira Elias durante muito tempo, e não o abandonaria neste momento em que aguardava a benção de sua partida. […] As águas do Jordão anteriormente cederam diante da arca; agora, perante o manto do profeta, como um sinal da presença de Deus. Quando Deus leva os seus fiéis ao céu, a morte representa o Jordão que eles devem cruzar, e encontram um caminho por onde devem passar. A morte de Cristo dividiu as águas para que passem os redimidos do Senhor. Onde está, ó morte, o teu aguilhão, o dano que podes causar, o teu terror?” Para saber mais leia: Comentário Bíblico Matthew Henry. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p. 297

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“Os filhos dos profetas (ver 1 Rs 20.35) pelo que parece, concentravam-se em três locais principais: Gilgal, Betel e Jericó (2.3,5,15; 4.38). Deus, por certo, enviou Elias a esses locais a fim de encorajá-los pela última vez e lhes anunciar que Eliseu seria o seu novo dirigente (vv.1,15).
A amizade sincera e a comunhão na igreja sempre resulta em bênçãos extraordinárias para a obra de Deus.
[…] O termo ‘porção dobrada’ não significa terminantemente o dobro do poder espiritual de Elias; refere-se, antes, ao relacionamento entre pai e filho, em que o filho primogênito recebia o dobro da herança que os demais (Dt 21.17). Eliseu estava pedindo que seu pai espiritual lhe conferisse uma medida abundante do seu espírito profético, para, deste modo, ele executar a missão de Elias. Deus atendeu ao pedido de Eliseu, sabendo que o jovem profeta estava disposto a permanecer fiel a Ele, apesar de toda a apostasia espiritual, moral e doutrinária a seu redor” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.574).

III – ELISEU TOMA A CAPA DE ELIAS
1. A comunhão de Elias e Eliseu. Enquanto Elias e Eliseu caminhavam juntos e conversavam, o que denota intimidade e comunhão entre os dois, Elias foi separado de Eliseu por um carro de fogo que o elevou num redemoinho (2 Rs 2.11). A amizade sincera e a comunhão na igreja, entre irmãos que se amam e se respeitam, sempre resulta em bênçãos extraordinárias para a obra de Deus.
2. A capa de Elias. Elias deixou sua capa cair quando foi elevado ao céu. Essa capa foi herança que o profeta deixou para seu servo Eliseu (2 Rs 2.13). Ela legitimou o ministério dele publicamente, ao tocar nas águas do Jordão e dividi-las para uma e outra banda (2 Rs 2.14). Esse episódio foi visto pelos filhos dos profetas de Jericó que imediatamente reconheceram que a unção de Elias estava sobre Eliseu (2 Rs 2.15).

SÍNTESE DO TÓPICO III
Quando somos escolhidos por Deus para realizar uma grande obra, Ele nos legitima diante de todos.

SUBSÍDIO DEVOCIONAL
“[…] Elias foi levado ao céu assim como Enoque (Gn 5.24),sem experimentar a morte. (1) O traslado milagroso de Elias ao céu foi o selo divino da aprovação com destaque, da obra, do caráter e ministério desse profeta. Elias permanecera em tudo fiel à palavra de Deus no decurso de todo o seu ministério. Até ao último momento, vivera em prol da honra de Deus, tomara posição firme contra o pecado e a idolatria de um povo apóstata e despertara o remanescente fiel de Israel. Teve uma comitiva magnífica para conduzi-lo em triunfo ao céu. (2) A trasladação de Enoque e Elias assemelha-se ao arrebatamento futuro do povo fiel de Deus, à segunda vinda de Cristo (1 Ts 4.16,17)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.574).
“2 Rs 2.9 Deus concedeu o pedido de Eliseu porque os motivos de Eliseu eram puros. O objetivo principal de Eliseu não era ser melhor ou mais poderoso do que Elias, mas realizar mais para Deus. Se nossos motivos forem puros, não teremos que ter medo de pedir grandes coisas a Deus; pelo contrário, devemos estar dispostos a pedi-las. E quando pedirmos que Deus no dê grande poder ou habilidade, precisamos examinar nossos desejos e nos livrar de qualquer egoísmo que encontrarmos.
2 Rs 2.11 Elias foi levado para o céu sem morrer. Ele é a segunda pessoa mencionada nas Escrituras a ter essa honra. Enoque foi a primeira (Gn 5.21-24). Pode ser que os demais profetas não tenham visto Deus tomar Elias porque poderiam ter dificuldades em acreditar no que veriam. Seja qual for o caso, eles quiseram procurar Elias (2 Rs 16-18). A falta de qualquer traço físico do profeta iria confirmar o que havia acontecido e fortalecer a fé destes homens. A única pessoa levada ao céu em forma corpórea foi o Senhor Jesus, depois de sua ressureição (At 1.9)” (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p.753).

CONCLUSÃO
O que identifica um profeta de Deus atualmente não é o uso de uma capa, mas o modo de viver, suas virtudes e comportamento. A exemplo de Eliseu, devemos nos espelhar em homens e mulheres de Deus que sejam genuínos imitadores de Cristo. E não apenas isso: precisamos também ser exemplo para os outros, refletindo a imagem do Senhor, não somente nas palavras, mas, principalmente, nas ações.

PARA REFLETIR
A respeito de “Elias e Eliseu, seu Sucessor”, responda:
1. O que realmente Eliseu estava querendo de Elias quando pediu porção dobrada do seu espírito?
Eliseu estava pedindo para ser herdeiro de Elias, para ficar no lugar dele como profeta. Ele também pediu para ter o espírito ou atitude de Elias porque queria a mesma coragem e zelo pela verdadeira adoração (1 Reis 19.13,14).

2. O que nos ensina o fato de as profecias de Elias serem cumpridas a curto prazo, diferente de outros profetas?
Isso nos ensina que a grandeza de um profeta não é medida somente pelo tempo do cumprimento de suas profecias, mas, principalmente, pela integridade e grandeza de sua alma.

3. De que maneira Eliseu terminou seu ministério?
Honrado pelos que temiam ao Senhor e respeitado pelos inimigos de Deus.

4. Qual foi a maior herança espiritual que Elias deixou para Eliseu?
A sua capa, sua unção, isto é, a sua autoridade de profeta.

5. O que representou a capa de Elias para o ministério de Eliseu?
Ela legitimou o ministério dele publicamente, ao tocar nas águas do Jordão e dividi-las para uma e outra banda (2 Rs 2.14).

Fonte: ebd.com.br